DIABETES MELITTUS E SUA RELAÇÃO COM A DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA
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Resumo
A doença arterial coronariana (DAC), apresenta-se como uma causa relevante de falecimento, principalmente na população diabética. Essa complicação está entre as mais recorrentes no que tange às comorbidades do sistema circulatório. Em suma, trata-se uma doença de viés multifatorial e caracteriza-se, fundamentalmente, pelo acúmulo de placas ateroscleróticas devido ao trauma que ocorre ao nível do endotélio, levando ao estreitamento das artérias coronarianas. Indivíduos portadores de diabetes mellitus possuem três a quatro vezes mais probabilidade de sofrerem complicações ateroscleróticas e o dobro de chances de morrerem destes eventos quando equiparados à população geral. Considerando a importância desse assunto, foi objetivo deste trabalho analisar a doença arterial coronariana no paciente diabético, levando em conta os variados aspectos envolvidos na associação dessas duas disfunções, tais como seus perfis epidemiológicos, fisiopatológicos, as suas peculiaridades clínicas, e seu manejo em relação às intervenções medicamentosas e aos procedimentos invasivos de tratamento. Neste sentido, foi realizada uma revisão narrativa da literatura por meio de busca em bancos de dados como: SciELO, LILACS e PUBMED com a intenção de selecionar trabalhos científicos apropriados ao tema, disponibilizados nas línguas portuguesa e inglesa, e publicados entre os anos de 2018 e 2022. Foram encontrados 453 estudos no total de buscas, dos quais 22 foram considerados uteis à esta síntese qualitativa. As principais contribuições trazidas pelos artigos selecionados mostraram que o diabetes é uma doença heterogênea em relação ao risco cardiovascular e que indivíduos sob maior risco necessitam de tratamento farmacológico mais intensivo, e aqueles cujo risco é menor, o uso de medidas não farmacológicas isoladamente, em uma fase inicial, é opcional. Mostraram ainda que as estratégias de prevenção devem ser individualizadas de acordo com o risco cardiovascular, enquanto a intensificação de tratamento deve ter um foco maior naqueles expostos a riscos maiores visando a redução de eventos macro e microvasculares. Em sentido geral, os textos apontaram que mudanças no estilo de vida são essenciais para prevenir ou conter o surgimento das complicações crônicas do diabetes, além de minimizar o risco de evolução da doença.