DIAGNÓSTICO DE MELANOMA: REVISÃO ACERCA DA COMPARAÇÃO ENTRE DERMATOLOGISTAS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Dados do documento
Resumo
Introdução: O melanoma atualmente é diagnosticado por meio do exame a olho nu e dermatoscopia, seguidos de determinação definitiva pelo exame anatomopatológico. Porém, a inteligência artificial possui enorme potencial na área, razão pela qual é necessário determinar seu estado da arte e suas possíveis contribuições para a medicina. Metodologia: Foi realizada revisão de pesquisas que compararam a acurácia de diagnósticos de melanoma realizados por dermatologistas e pela inteligência artificial. Ao total, 6 (seis) estudos originais foram incluídos, sendo 2 (dois) sobre a mesma pesquisa. Resultados: O número de profissionais, de variados níveis de formação, comparados à inteligência artificial variou de 8 a 157. A maioria dos treinamentos e testes dos estudos utilizou imagens provenientes do International Skin Imaging Collaboration (ISIC). O número total de imagens utilizadas para o treinamento variou de 274 a 12.378 e para o teste de 65 a 808. Todos os artigos definiram a sensibilidade e a especificidade tanto dos algoritmos quanto dos profissionais. A sensibilidade média dos médicos variou entre 67,2% a 86,6% e a especificidade entre 58,7% a 72,65%. A sensibilidade média do algoritmo foi de 74,1% a 96% e a especificidade de 42,5% a 86,5%. Discussão: Todos os estudos mostraram que a inteligência artificial pode colaborar de forma eficaz no diagnóstico do melanoma, porém, não se pode olvidar das questões técnicas, éticas e legais que permeiam o assunto. Conclusão: A inteligência artificial e os dermatologistas, ambos detentores de potências e fraquezas, devem ser vistos como aliados. Afinal, nenhuma tecnologia é capaz de substituir a relação médico-paciente.