TCC2024

DIAGNÓSTICO MOLECULAR DE ATAXIA ESPINOCEREBELAR EM INDIVÍDUOS DA MESMA FAMÍLIA COM SUSPEITA CLÍNICA DA DOENÇA

Dados do documento

Autor(es)
Micheli Poliana Beltramin de Castro; Renata Matias de Souza Pascoa
Orientador(es)
Elizabeth Amélia Alves Duarte
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
01 de outubro de 2024
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Cruzeiro do Sul
Palavras-chave
Ataxias cerebelares autossômicas dominantes. ACAD. Doenças neurodegenerativas. Doença rara.

Resumo

A ataxia, do grego ‘fora de controle’, classifica-se como uma doença neurodegenerativa de evolução progressiva que afeta inúmeros sistemas neurais, incluindo o cerebelo e suas ramificações, como a placa, o vestíbulo e a medula cerebelar. Normalmente, a coordenação motora é a primeira a ser acometida. Há enorme heterogeneidade clínica e anatomopatológica nos diferentes tipos de ataxias, sejam hereditárias, congênitas associadas a outras síndromes metabólicas ou aquelas de origem autossômica, que são genericamente designadas como Ataxias Espinocerebelares (AEC) e seus subtipos. No Brasil, a AEC Tipo 3, ou Doença de Machado-Joseph(DMJ), é a mais comum, e o diagnóstico molecular (genético) é requerido devido ao elevado pleomorfismo, que dificulta e até limita o correto reconhecimento clínico. Neste contexto, o objetivo desta pesquisa é realizar o estudo e reconhecimento molecular de Ataxia Espinocerebelar em três indivíduos da mesma família que apresentam suspeita e prévio diagnóstico clínico para AEC Tipo 2.Por ser considerada uma doença crônica e incapacitante que causa prejuízos psicossociais, sua precisa identificação é fundamental para o devido acompanhamento e possíveis tratamentos do paciente por uma equipe multidisciplinar (fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, geneticistas), pois as alterações físicas e mentais podem ser retardadas e suavizadas, propiciando qualidade de vida ao paciente. Sendo assim, este estudo tem a finalidade de analisar e discriminar dados clínicos de indivíduos que possuem ataxia molecular, com distinção genética do subtipo de ataxia para as devidas condutas terapêuticas, bem como contribuir cientificamente com o rastreamento de características moleculares e de patogenicidade em condições de doença de expansão. Esses estudos são fundamentais para os estudos pré-clínicos e o desenvolvimento de biomarcadores para avaliar a eficácia terapêutica, dentre as possibilidades de knockout gênico e RNA de interferência (RNAi), que despontam como potenciais terapêuticos nas doenças neurodegenerativas autossômicas.