DIFERENCIAÇÃ DE ADENOCARCINOMA ENDOCERVICAL E SEU IMPACTO NO DIAGNÓSTICO DO HPV
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Resumo
O câncer do colo do útero é um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Embora o carcinoma de células escamosas seja o subtipo mais comum, há aumento proporcional dos casos de adenocarcinoma endocervical, que traz desafios específicos para rastreamento e diagnóstico precoce. O adenocarcinoma endocervical in situ (AIS) é uma lesão precursora do adenocarcinoma invasivo, caracterizada por alterações citológicas e histológicas específicas. Essas alterações podem ser confundidas com lesões escamosas de alto grau e glandulares endometriais, dificultando a triagem e atrasando o diagnóstico. Assim, a correlação entre citopatologia e histopatologia tem sido essencial na diferenciação de alterações benignas, pré-malignas e malignas. Este trabalho teve como objetivo descrever as principais características morfológicas e histológicas do AIS e do adenocarcinoma invasor, avaliando o impacto da correlação citopatológica e histopatológica no diagnóstico precoce do HPV. Foi realizada uma revisão integrativa das bases PubMed e SciELO, priorizando estudos dos últimos 19 anos. Os resultados destacam que o diagnóstico do adenocarcinoma endocervical, especialmente o AIS, permanece desafiador. A citologia é importante na triagem, mas limitada pela localização das lesões e ausência de sintomas. A correlação entre citologia, colposcopia e histopatologia é fundamental para melhorar a detecção precoce e evitar a progressão para formas invasoras. Biomarcadores auxiliam no diagnóstico diferencial, especialmente morfológico, mas nenhum oferece sensibilidade e especificidade absolutas. O tratamento e prognóstico são essenciais para manejo da doença; diagnósticos precoces melhoram resultados e sobrevida. Atenção à faixa etária de maior risco e correta interpretação das alterações glandulares contribuem para diagnósticos mais precisos e tratamentos eficazes.