TCC2025

DIFERENCIAÇÃ DE ADENOCARCINOMA ENDOCERVICAL E SEU IMPACTO NO DIAGNÓSTICO DO HPV

Dados do documento

Autor(es)
Samara Thaís Fernandes da Silva
Orientador(es)
Taiana Sousa Lopes da Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
16 de janeiro de 2026
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Adenocarcinoma endocervical in situ. Carcinoma de células escamosas. Morfológia celular endocervical. Marcadores tumorais. Diagnóstico precoce. Câncer cervical.

Resumo

O câncer do colo do útero é um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Embora o carcinoma de células escamosas seja o subtipo mais comum, há aumento proporcional dos casos de adenocarcinoma endocervical, que traz desafios específicos para rastreamento e diagnóstico precoce. O adenocarcinoma endocervical in situ (AIS) é uma lesão precursora do adenocarcinoma invasivo, caracterizada por alterações citológicas e histológicas específicas. Essas alterações podem ser confundidas com lesões escamosas de alto grau e glandulares endometriais, dificultando a triagem e atrasando o diagnóstico. Assim, a correlação entre citopatologia e histopatologia tem sido essencial na diferenciação de alterações benignas, pré-malignas e malignas. Este trabalho teve como objetivo descrever as principais características morfológicas e histológicas do AIS e do adenocarcinoma invasor, avaliando o impacto da correlação citopatológica e histopatológica no diagnóstico precoce do HPV. Foi realizada uma revisão integrativa das bases PubMed e SciELO, priorizando estudos dos últimos 19 anos. Os resultados destacam que o diagnóstico do adenocarcinoma endocervical, especialmente o AIS, permanece desafiador. A citologia é importante na triagem, mas limitada pela localização das lesões e ausência de sintomas. A correlação entre citologia, colposcopia e histopatologia é fundamental para melhorar a detecção precoce e evitar a progressão para formas invasoras. Biomarcadores auxiliam no diagnóstico diferencial, especialmente morfológico, mas nenhum oferece sensibilidade e especificidade absolutas. O tratamento e prognóstico são essenciais para manejo da doença; diagnósticos precoces melhoram resultados e sobrevida. Atenção à faixa etária de maior risco e correta interpretação das alterações glandulares contribuem para diagnósticos mais precisos e tratamentos eficazes.