TCC2020

DIFERENCIAÇÃO DE ESPÉCIES PERTENCENTES AO GRUPO MYCOBACTERIUM ABSCESSUS ATRAVÉS DA TÉCNICA PCR DO GENE ERM(41)

Dados do documento

Autor(es)
Camila da Silva Moura
Orientador(es)
Paulo Cesar de Souza Caldas
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2020
Data de publicação
28 de abril de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
PCR. Grupo Mycobacterium. Abscessus. Erm41. MNT.

Resumo

O Grupo Mycobacterium abscessus é dividido em três subespécies: Mycobacterium abscessus subespécie abscessus, Mycobacterium abscessus subespécie massiliense e Mycobacterium abscessus subespécie bolletii. Elas causam doenças semelhantes e diferenciam-se quanto ao padrão de suscetibilidade aos fármacos e tratamento. Surtos de infecções causadas por micobactérias de crescimento rápido são relatados em todo o mundo, geralmente associados a procedimentos médicos. No Brasil, a maioria deles estão associados a espécies do Grupo Mycobacterium abscessus. Em 97,2% dos casos a subespécie massiliense foi envolvida. Macrolídeos, como a claritromicina e azitromicina, são os únicos antibióticos orais contra essas subespécies, entretanto, foram relatados casos de resistência ao tratamento. Dentre os mecanismos de resistência, o mais importante é a presença do gene erm(41), que confere resistência à claritromicina. A identificação laboratorial destas micobactérias é rotineiramente realizada por métodos fenotípicos trabalhosos e demorados. Metodologias utilizando ferramentas moleculares como sequenciamento e hibridização reversa, são métodos rápidos, mas, possuem limitações e custo muito alto. M. abscessus subsp. massiliense tem sido considerado como um patógeno humano em potencial, tornando-se imprescindível sua identificação. Como alternativa aos métodos convencionais e comerciais novas ferramentas rápidas, fáceis de executar e de baixo custo são necessárias. Neste estudo utilizou-se uma ferramenta rápida, a PCR do gene erm(41), que possibilitou a amplificação da sequência de DNA alvo em uma única reação, resultando na economia de tempo e reagentes, permitindo a diferenciação das subespécies. Os resultados desta metodologia foram comparados com os do sequenciamento do gene rpoB, apresentando concordância de 100% entre as amostras testadas.