DIREITOS HUMANOS E PSICOLOGIA NO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO: SAÚDE E RESSOCIALIZAÇÃO
Dados do documento
Resumo
O presente artigo visa analisar como o sistema prisional brasileiro enfrenta desafios
graves que comprometem a efetivação dos direitos humanos e dificultam a ressocialização das
pessoas que se encontram privadas de liberdade e com enfoque no papel da psicologia como
instrumento de transformação. Diante desse contexto a pesquisa questiona: Quais estratégias
políticas podem garantir o suporte de saúde no sistema carcerário, contribuindo para a
ressocialização dos detentos? O objetivo geral deste artigo é analisar os principais desafios na
concretização do direito fundamental à saúde no sistema carcerário brasileiro e seus impactos
na ressocialização do preso. Especificamente, o estudo pretende (I) Avaliar o histórico da saúde
nos presídios; (II) Investigar a aplicação das políticas de saúde no sistema prisional e seus impactos
na saúde física e mental dos detentos; (III) Identificar os principais obstáculos à realização plena
desse direito. A metodologia utilizada é a pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória,
fundamentada em revisão de literatura, análise documental de textos legislativos, buscando
compreender os desafios do sistema prisional brasileiro na efetivação do direito à saúde e seus
reflexos na ressocialização. Os resultados apontam falhas estruturais que perpetuam a
reincidência criminal e demonstram a importância de políticas integradas que fortaleçam a
saúde mental, ampliem equipes multiprofissionais e garantam condições dignas de
cumprimento de pena. Concluindo que a efetivação da Política Nacional de Atenção Integral à
Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP) e a atuação psicológica contínua são
fundamentais para reduzir a reincidência e assegurar a dignidade da pessoa humana.