TCC2025

DIREITOS HUMANOS E PSICOLOGIA NO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO: SAÚDE E RESSOCIALIZAÇÃO

Dados do documento

Autor(es)
Gabriela de Souza Nunes; João Pedro Lima de Araujo Fontelene; Weslley Lima Pires
Orientador(es)
Andrey Carlos Silva Sousa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
19 de janeiro de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Direitos humanos. Sistema prisional. Psicologia. Saúde. Ressocialização.

Resumo

O presente artigo visa analisar como o sistema prisional brasileiro enfrenta desafios

graves que comprometem a efetivação dos direitos humanos e dificultam a ressocialização das

pessoas que se encontram privadas de liberdade e com enfoque no papel da psicologia como

instrumento de transformação. Diante desse contexto a pesquisa questiona: Quais estratégias

políticas podem garantir o suporte de saúde no sistema carcerário, contribuindo para a

ressocialização dos detentos? O objetivo geral deste artigo é analisar os principais desafios na

concretização do direito fundamental à saúde no sistema carcerário brasileiro e seus impactos

na ressocialização do preso. Especificamente, o estudo pretende (I) Avaliar o histórico da saúde

nos presídios; (II) Investigar a aplicação das políticas de saúde no sistema prisional e seus impactos

na saúde física e mental dos detentos; (III) Identificar os principais obstáculos à realização plena

desse direito. A metodologia utilizada é a pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória,

fundamentada em revisão de literatura, análise documental de textos legislativos, buscando

compreender os desafios do sistema prisional brasileiro na efetivação do direito à saúde e seus

reflexos na ressocialização. Os resultados apontam falhas estruturais que perpetuam a

reincidência criminal e demonstram a importância de políticas integradas que fortaleçam a

saúde mental, ampliem equipes multiprofissionais e garantam condições dignas de

cumprimento de pena. Concluindo que a efetivação da Política Nacional de Atenção Integral à

Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP) e a atuação psicológica contínua são

fundamentais para reduzir a reincidência e assegurar a dignidade da pessoa humana.