TCC2025

DISBIOSE INTESTINAL E A PATOGÊNESE DA DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
Gabriel Holanda Cavalcanti; Maria Eduarda Catunda do Nascimento; Giovana Cecília Pereira Caldas
Orientador(es)
Ana Paula Fernandes da Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
25 de junho de 2026
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
Doença de Alzheimer. Disbiose. Eixo intestino-cérebro.

Resumo

A Doença de Alzheimer é a principal causa de demência global, caracterizada por um declínio cognitivo progressivo de etiologia multifatorial. Sua fisiopatologia envolve lesões centrais como as placas amiloides e os emaranhados neurofibrilares, exacerbadas pela neuro inflamação crônica. Apesar dos mecanismos lesivos serem conhecidos, sua etiologia permanece em elucidação, com o eixo microbiota-intestino-cérebro emergindo como um foco crucial. Este trabalho, uma revisão sistemática qualitativa guiada pelo protocolo PIO, objetivou elucidar a relação entre a disbiose intestinal e os mecanismos moleculares envolvidos na patogênese da neuroinflamação. A análise de 8 artigos revelou que a disfunção da barreira intestinal é um evento patogênico central. O aumento de biomarcadores como zonulina e a liberação de lipopolissacarídeos culmina em inflamação sistêmica e neuroinflamação crônica, que acelera a deposição de placas amiloides e a hiperfosforilação da tau. Em paralelo, a disbiose associa-se à depleção de bactérias produtoras de ácidos graxos de cadeia curta. Intervenções experimentais indicam que a restauração de metabólitos, como o butirato, confere neuroproteção ao modular a enzima glutamina sintetase e promover a autofagia neuronal, inibindo a via inflamatória PI3K/AKT/mTOR. Adicionalmente, o gênero Enterococcus demonstrou correlação negativa com os níveis séricos de vitamina D e o desempenho da memória. Conclui-se que o desequilíbrio do eixo microbiota-intestino-cérebro é um evento patogênico crucial e um alvo terapêutico promissor. A modulação da microbiota por meio de prebióticos e nutracêuticos emerge como uma estratégia viável para a prevenção e tratamento dessa doença neurodegenerativa.