TCC2026

DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DAS HOSPITALIZAÇÕES POR BRONQUITE E BRONQUIOLITE EM CRIANÇAS MENORES DE UM ANO NO PIAUÍ: UM ESTUDO ECOLÓGICO (2016–2025)

Dados do documento

Autor(es)
Bruno Patrício Franco de Carvalho; Leonardo Gomes Ribeiro Gonçalves Filho; Luiz Gustavo Farias de Carvalho
Orientador(es)
Kayo Henrique Jardel Feitosa Sousa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Bronquite. Bronquiolite. Hospitalização. Mortalidade Infantil.

Resumo

As Infecções Respiratórias Agudas (IRAs), classificadas em infecções do trato respiratório superior e inferior, permanecem entre as principais causas de adoecimento e de hospitalização infantil no Brasil. Assim, objetivou-se analisar a distribuição espacial e temporal das hospitalizações por bronquite e bronquiolite em crianças menores de um ano no estado do Piauí, no período de 2016 a 2025. Trata-se de um estudo epidemiológico, ecológico, com abordagem espacial e temporal. A área de estudo abrange o estado do Piauí, localizado na região Nordeste do Brasil. A partir de dados secundários disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), por meio do Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS) foi realizada análise de tendência temporal por meio do software Joinpoint Regression Program versão 4.6.0.0®. No período de 2016 a 2025, foram registradas 2.337 internações por bronquite aguda e bronquiolite aguda em crianças menores de um ano no Piauí, com predominância do sexo masculino (61,0%) e da raça/cor parda (72,0%). A maior concentração ocorreu na região Entre Rios (37,8%), seguida da Planície Litorânea (21,0%) e Cocais (12,5%). A análise temporal demonstrou tendência de redução entre 2016 e 2021 (APC = -11,4%; p = 0,5) e tendência crescente significativa entre 2021 e 2025 (APC = 52,0%; p = 0,04). No período total, houve tendência de aumento (AAPC = 12,6%), sem significância estatística. Na análise espacial, as taxas variaram de 0 a 19,4 por 1.000 habitantes, com maiores valores nas regiões Norte, Centro-Norte e Sudoeste. Após suavização bayesiana, as taxas variaram de 0,8 a 29,3, mantendo o mesmo padrão. O Índice de Moran Global foi 0,71 (p < 0,001), indicando forte autocorrelação espacial, com clusters de alto risco principalmente nas regiões Norte e Centro-Norte, e um risco relativo chegando a 2,84 em alguns municípios. O estudo contribui para a compreensão regional do problema e pode subsidiar o planejamento de políticas públicas voltadas à redução de hospitalizações evitáveis e à melhoria da saúde infantil.