TCC2025

DOR DO MEMBRO FANTASMA: UMA ANÁLISE NEUROBIOLÓGICA E TERAPÊUTICA POR MEIO DA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Ayalle Thamara da Silva; Thielly Fernanda da Silva; Heleno Martins Ferreira Neto
Orientador(es)
Pedro Henrique Xavier da Cunha; Ana Patrícia Bastos Ferreira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
04 de dezembro de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
Amputação. Neuroplasticidade. Terapêuticas.

Resumo

A dor do membro fantasma (DMF) é uma sensação dolorosa em um membro, órgão ou outros tecidos após amputação e/ou remoção. Sua etiologia exata não está esclarecida, porém possui caráter multifatorial. O quadro doloroso pode persistir, sendo sua cronicidade associada a alterações no padrão de sono, problemas mentais e piora da qualidade de vida. Analisar os mecanismos neurobiológicos envolvidos na DMF, bem como suas implicações terapêuticas.Trata-se de uma revisão integrativa. As bases de dados utilizadas foram o Pubmed, Scielo eLILACS. Os descritores utilizados foram: “Phantom Limb”, “Neuronal Plasticity”, “MirrorMovement Therapy”, “Therapeutic”, “Cortical Reorganization” e “CorticalDesynchronization”, associados ao operador Booleano “AND” e “OR”. Foram selecionados 9 artigos por meio dos critérios de inclusão: estudos dos últimos 5 anos, gratuitos, maiores de18 anos de idade, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram excluídos artigos de revisão e não relacionados ao tema. A DMF envolve mecanismos centrais e periféricos que contribuem para a reorganização do córtex sensório-motor após a amputação. Essa reorganização ocorre, principalmente, pela invasão de áreas corticais adjacentes, mas pode relacionar-se ao aumento de estímulos provenientes de outras regiões. As terapias possuem tendência de serem combinadas, dentre elas, as não farmacológicas, como a terapia do espelho, exercícios fantasmas, realidade virtual e estimulação magnética transcraniana, têm se mostrado promissoras ao modular circuitos cerebrais relacionados à dor. O estudo reforça a importância de compreender os mecanismos neurobiológicos da DMF como base para intervenções mais eficazes para melhor qualidade de vida dos pacientes.