TCC2026

ECOCARDIOGRAFIA FETAL NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DE CARDIOPATIAS CONGÊNITAS: REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Maria Eduarda Portela Lula; Maria Fernanda Melo de Oliveira; Maria Vitória Rocha Leal Vilar Pinto
Orientador(es)
Antonio Rosa de Sousa Neto
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Ecocardiografia fetal. Cardiopatias congênitas. Diagnóstico precoce. Prognóstico neonatal. Pré-natal.

Resumo

Objetivo: Analisar, na literatura científica, a importância da ecocardiografia fetal no diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas e seu impacto no prognóstico neonatal. Método: Revisão integrativa realizada entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, conduzida conforme as etapas metodológicas propostas por Whittemore e Knafl. A pergunta norteadora foi estruturada pela estratégia PICo, considerando fetos e neonatos com cardiopatias congênitas ou suspeita diagnóstica, a ecocardiografia fetal como fenômeno de interesse e o contexto pré-natal e neonatal. As buscas foram realizadas nas bases de dados BVS, LILACS, MEDLINE e SciELO, com recorte temporal de 2020 a 2025 e inclusão de estudos em português, inglês e espanhol. O processo de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão foi organizado conforme o modelo PRISMA, e os estudos incluídos foram classificados quanto ao nível de evidência segundo o Oxford Centre for Evidence-Based Medicine. Resultados: Foram identificados 964 registros nas bases de dados consultadas. Após aplicar os filtros, remover as duplicatas, triar por título e resumo e ler os textos completos elegíveis, 11 estudos compuseram a amostra final. A síntese evidenciou que a ecocardiografia fetal apresenta elevada utilidade clínica no diagnóstico pré-natal das cardiopatias congênitas, especialmente nas formas maiores e críticas. Os achados foram organizados em cinco eixos: detecção e acurácia diagnóstica, rastreamento, manejo perinatal e neonatal, indicações do exame, inovação e desafios. Observou-se que protocolos estruturados, capacitação profissional, qualidade da imagem, integração entre os serviços e acesso oportuno à rede especializada são fatores determinantes para ampliar a efetividade do exame. Conclusão: A ecocardiografia fetal contribui para o diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas e favorece o planejamento perinatal e neonatal, ao subsidiar a estratificação de risco, o aconselhamento familiar, a definição do local de parto e o preparo da equipe assistencial. Entretanto, persistem limitações relacionadas à detecção de lesões pequenas ou evolutivas, barreiras técnicas, desigualdades de acesso e heterogeneidade dos serviços. Recomenda-se a realização de estudos prospectivos, multicêntricos e longitudinais que avaliem seus efeitos sobre a mortalidade neonatal, o tempo até a intervenção cirúrgica, o neurodesenvolvimento, os custos assistenciais e a equidade no acesso ao cuidado especializado.