TCC2025

EFEITO DE ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA CURTA (ACETATO E BUTIRATO) NA TRANSIÇÃO EPITÉLIO MESENQUIMAL DE CÉLULAS DE CARCINOMA PULMONAR DA LINHAGEM A549

Dados do documento

Autor(es)
Julia Bahia Pontes
Orientador(es)
Suelen Martins Perobelli
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
10 de fevereiro de 2026
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Ácidos graxos de cadeia curta. Butirato. Acetato. Transição Epitélio Mesenquimal. Célula A549.

Resumo

O câncer de pulmão é uma das principais causas de mortalidade por neoplasias no mundo, em grande parte devido ao seu alto potencial metastático. A metástase envolve a capacidade da célula tumoral de se desprender do tumor primário, migrar, invadir tecidos distantes e se adaptar a novos microambientes. Neste contexto, a transição epitélio-mesenquimal (TEM) é um processo chave, pois confere à célula tumoral um fenótipo mais migratório, invasivo e resistente, favorecendo a formação de metástases. Considerando o potencial modulador dos metabólitos derivados da microbiota intestinal em tumores, este estudo teve como objetivo avaliar se ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), butirato e acetato, poderiam modular a TEM induzida por TGF-β1 em células A549 de adenocarcinoma pulmonar humano. A exposição ao TGF-β1 promoveu alterações morfológicas compatíveis com o fenótipo mesenquimal, caracterizadas por alongamento celular e perda de adesão, confirmando a indução da TEM. O tratamento com butirato, após a indução da TEM, especialmente na concentração de 5 mM, mostrou potencial em preservar o fenótipo epitelial, com células mais compactas, núcleos centrais e maior circularidade, indicando efeito inibitório sobre a transição. O acetato apresentou resposta mais discreta, sendo mais efetivo na concentração de 40 uM, com redução parcial da elongação e reorganização do citoesqueleto. A combinação de butirato e acetato potencializou esses efeitos, promovendo morfologia mais homogênea e diminuição dos sinais de migração celular, mesmo após a indução de TEM com TGF-β1. Esses resultados sugerem que os AGCC (especialmente butirato) podem modular a resposta celular ao TGF-β1, possivelmente por mecanismos epigenéticos e de sinalização celular, reforçando o potencial desses metabólitos como moduladores da progressão tumoral e de metástases no câncer de pulmão.