EFEITO DO TRATAMENTO COMBINADO ENTRE TRASTUZUMABE E JARARACINA RECOMBINANTE SOBRE A EMT NO CÂNCER DE MAMA HER2+
Dados do documento
Resumo
O câncer de mama é altamente heterogêneo, sendo classificado em diferentes subtipos moleculares. O subtipo HER2+, caracterizado pelo aumento da expressão desse receptor, representa 15-20% dos casos de câncer de mama. Esse subtipo é tratado com a terapia alvo Trastuzumabe, um anticorpo monoclonal humanizado. Cerca de 70% dos pacientes apresentam resistência à essa terapia. Já foi descrito na literatura que as integrinas participam da EMT, processo onde as células passam por uma mudança fenotípica, conferindo plasticidade às células, garantindo a progressão tumoral. Em trabalhos anteriores do nosso grupo, foi identificada uma alta expressão de integrinas αv e β1 nas células HCC-1954, que são resistentes ao Trastuzumabe. Após o tratamento com Trastuzumabe, ocorre um aumento na expressão da integrina β1. A integrina β1 é capaz de ativar vias de sinalização celulares que podem se sobrepor ao efeito de inibição de HER2. Com o objetivo de avaliar os efeitos dos tratamentos sobre a EMT, as células HCC-1954 foram tratadas com Trastuzumabe, jararacina e o tratamento combinado entre Trastuzumabe e jararacina. Observamos por RT-qPCR, uma diminuição na expressão de E-caderina e aumento na expressão de vimentina nas células tratadas com jararacina e com o tratamento combinado. Já na imunofluorescência, notamos uma possível co-localização entre E-caderina e HER2 e E-caderina e integrina β1 nas células HCC-1954 não tratadas. É provável que as células tratadas com jararacina tenham passado pelo processo de EMT. Pode existir um provável crosstalk entre os receptores HER2, E-caderina e integrina β1 nas células não tratadas.