TCC2026

EFEITOS ADVERSOS DO USO DE ANTIDEPRESSIVOS POR IDODOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
João Guilherme Portela Lima; Yago Feitosa Dias Gomes Loiola
Orientador(es)
Michely Laiany Vieira Moura
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
01 de junho de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Antidepressivos. Efeitos adversos. Polifarmácia. Depressão geriátrica. Interações medicamentosas.

Resumo

Introdução: O envelhecimento populacional global tem trazido à tona importantes desafios para a saúde pública, entre eles, a crescente prevalência da depressão em idosos. Embora os antidepressivos sejam amplamente utilizados para o manejo dessa condição, seus efeitos adversos podem ser potencialmente graves nessa faixa etária, em razão de alterações fisiológicas, comorbidades e da polifarmácia frequentemente presente. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo analisar criticamente os principais efeitos adversos associados ao uso de antidepressivos em idosos, considerando suas implicações clínicas e riscos à saúde. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura com base em artigos publicados entre 2018 e 2024, extraídos das bases de dados PubMed/MEDLINE e LILACS. Foram incluídos 11 estudos que abordavam os efeitos adversos de antidepressivos em idosos. Resultados: Os achados evidenciaram uma ampla variedade de eventos adversos relacionados ao uso dessas medicações, incluindo náuseas, constipação, tonturas, hipotensão ortostática, hiponatremia, arritmias, confusão mental, delírios, fraturas e agravamento de quadros demenciais. As classes mais implicadas foram os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e os antidepressivos tricíclicos (ADT), com destaque para interações medicamentosas com fármacos como anti-inflamatórios, anticoagulantes e diuréticos. Conclusão: A prescrição de antidepressivos em idosos requer cautela, com atenção às características clínicas individuais, às possíveis interações medicamentosas e ao envolvimento da família no tratamento. Essa abordagem personalizada é essencial para promover maior segurança, eficácia terapêutica e qualidade de vida na terceira idade.