EFEITOS ADVERSOS DO USO DE ANTIDEPRESSIVOS POR IDODOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Dados do documento
Resumo
Introdução: O envelhecimento populacional global tem trazido à tona importantes desafios para a saúde pública, entre eles, a crescente prevalência da depressão em idosos. Embora os antidepressivos sejam amplamente utilizados para o manejo dessa condição, seus efeitos adversos podem ser potencialmente graves nessa faixa etária, em razão de alterações fisiológicas, comorbidades e da polifarmácia frequentemente presente. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo analisar criticamente os principais efeitos adversos associados ao uso de antidepressivos em idosos, considerando suas implicações clínicas e riscos à saúde. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura com base em artigos publicados entre 2018 e 2024, extraídos das bases de dados PubMed/MEDLINE e LILACS. Foram incluídos 11 estudos que abordavam os efeitos adversos de antidepressivos em idosos. Resultados: Os achados evidenciaram uma ampla variedade de eventos adversos relacionados ao uso dessas medicações, incluindo náuseas, constipação, tonturas, hipotensão ortostática, hiponatremia, arritmias, confusão mental, delírios, fraturas e agravamento de quadros demenciais. As classes mais implicadas foram os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e os antidepressivos tricíclicos (ADT), com destaque para interações medicamentosas com fármacos como anti-inflamatórios, anticoagulantes e diuréticos. Conclusão: A prescrição de antidepressivos em idosos requer cautela, com atenção às características clínicas individuais, às possíveis interações medicamentosas e ao envolvimento da família no tratamento. Essa abordagem personalizada é essencial para promover maior segurança, eficácia terapêutica e qualidade de vida na terceira idade.