TCC2019

EFEITOS ADVERSOS NO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE: REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
Marcos Antônio Rabêlo Júnior; Rômulo Sabóia Martins
Orientador(es)
Renata Paula Lima Beltrão
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2019
Data de publicação
16 de novembro de 2019
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Tratamento. Tuberculose. Efeitos adversos. Hepatotoxicidade. Rifampicina. Isoniazida. Pirazinamida. Etambutol.

Resumo

A tuberculose pulmonar (TBp) é uma doença infecciosa transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, tratável e curável, que configura um importante problema de saúde pública mundial. Na atualidade, apesar da eficiência terapêutica, persistem dificuldades relacionadas ao seu tratamento, como o elevado número de efeitos adversos associados às drogas antituberculosas. A relevância dos efeitos indesejados das medicações está diretamente relacionada ao abandono terapêutico e, portanto, a manutenção da epidemia. Deve existir uma maior atenção as reações adversas, quer manifestações simples, como uma febre, ou mais complicadas como uma hepatotoxicidade. O objetivo do trabalho foi analisar os efeitos adversos das medicações: rifampicina, isoniazida, etambutol e pirazinamida, preconizadas pelo Ministério da Saúde (MS) como tratamento de primeira linha contra a TBp no Brasil, associadas ou não à outras medicações antituberculosas. Durante a pesquisa, foram utilizados critérios de exclusão, visando um resultado mais sensível e especifico, alguns desses foram: pacientes que possuíssem alguma patologia hepática antes de iniciar o tratamento, pacientes portadores do Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV). Os resultados demonstraram que todas essas drogas possuem efeitos adversos, principalmente nos primeiros 60 dias de tratamento, e que a rifampicina e a isoniazida tem um potencial hepatotoxico maior que as demais. Os estudos sobre os efeitos adversos das drogas antituberculosas ainda não são suficientes para especificação de cada medicamento, porém apresentam dados relevantes, em especial aos médicos que trabalham na atenção primária, visto que são esses que iniciam e acompanham o esquema de primeira linha nos pacientes com a TBp.