EFEITOS DA DULOXETINA NA SINUSITE CRÔNICA: UMA REVISÃO NÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA
Dados do documento
Resumo
Introdução: A rinossinusite crônica é uma doença que gera impactos negativos importantes na sociedade. Pode a duloxetina ajudar a diminuir esses impactos? Objetivos: Promover uma reflexão sobre os possíveis efeitos da duloxetina no controle da dor crônica e da congestão/obstrução nasal de pacientes com sinusite crônica. Métodos: Estudo descritivo que promove uma reflexão acerca dos possíveis efeitos da duloxetina na rinossinusite crônica através de uma revisão não-sistemática da literatura e, empregando o método dedutivo silogístico, relacioná-los com relatos não descritos na literatura. Resultados: Considerando o amplo uso e a conhecida eficácia dos agonistas alfa-adrenérgicos como descongestionantes nasais, e as propriedades neurofisiológicas sobre as quais a duloxetina age, pode-se, através do método dedutivo silogístico, sugerir-se que: Se fármacos agonistas alfa-adrenérgicos são úteis no combate a alguns dos sintomas apresentados na rinossinusite crônica e se o uso da duloxetina a longo prazo tem ação sobre receptores alfa-adrenérgicos, logo é possível sugerir que a duloxetina pode ser útil no combate a sintomas apresentados na rinossinusite crônica. Conclusões: Pode-se concluir através desse estudo que a duloxetina é um fármaco de grande versatilidade em termos de possibilidades terapêuticas e que sua aplicabilidade como opção terapêutica no tratamento da RSC deve ser melhor investigada, visto que essa é uma moléstia que tem grande impacto negativo sobre a sociedade e sobre a qualidade de vida dos pacientes que sofrem com ela.