TCC2026

EFEITOS DA PSICOSE PUERPERAL NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: IMPACTOS E ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO - UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Isabele Xavier Carvalho; Letícia Lopes do Bonfim; Sarah dos Reis Cipriano Saraiva
Orientador(es)
Michely Laiany Vieira Moura
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
25 de fevereiro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Psicose puerperal. Puerpério. Antipsicóticos. Desenvolvimento infantil.

Resumo

INTRODUÇÃO: A Psicose Puerperal é um transtorno mental grave e multifatorial, prevalente em 1-2 por 1000 nascimentos, que ocorre nas primeiras semanas após o parto, podendo durar por meses. Caracteriza-se por sintomas psicóticos como agitação, confusão mental e alucinações, causando repercussões na relação entre a mãe o e bebê. O tratamento envolve tanto fármacos, como lítio e moduladores hormonais, quanto orientação psicológica, a fim de reestabelecer a saúde mental. Esta pesquisa propõe avaliar as consequências da psicose puerperal no vínculo materno-infantil, considerando as implicações no desenvolvimento do neonato. OBJETIVO: Analisar, de modo crítico e integrador, por meio de uma revisão sistemática de literatura, como a psicose puerperal interfere na constituição do vínculo materno infantil, com ênfase nos seus efeitos sobre a saúde mental da puérpera e nas repercussões no desenvolvimento inicial do bebê. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão sistemática de literatura, seguindo as recomendações do método PRISMA. A estratégia de busca foi realizada nas bases de dados PubMed, BVS e Periódico Capes, com a finalidade de reconhecer os estudos relevantes sobre psicose puerperal publicados entre 2019 a 2024 nos idiomas português, inglês e espanhol. Após os critérios de exclusão e inclusão, foram selecionados 18 estudos. RESULTADOS: Os estudos evidenciaram que a psicose puerperal é uma emergência psiquiátrica que compromete diretamente a relação díade mãe-bebê, uma vez que foram identificadas alterações neuroendócrinas que promovem instabilidades emocionais gerando sentimento de culpa, medo e desesperança. Ademais, observou-se uma subnotificação dessa condição psíquica, sobretudo devido ao estigma social de sintomas psicóticos bem como a baixa cobertura de psiquiatras nos serviços médicos, o que compromete o diagnóstico precoce e o manejo adequado dessa condição de saúde. CONCLUSÃO: O manejo da psicose puerperal deve fundamentar-se em três pilares essenciais: farmacológico, psicossocial e institucional. Nesse contexto, destaca-se o uso de estabilizadores do humor, especialmente o lítio, considerado o fármaco padrão-ouro no tratamento dessa condição. Associadamente, é imprescindível a realização de intervenções psicossociais, com o objetivo de ampliar a compreensão dos sintomas tanto para a mãe quanto para familiares. Ressalta-se, ainda, a necessidade de aprofundar o conhecimento científico sobre o tema por meio de estudos mais amplos e representativos, capazes de contemplar as diferentes realidades maternas existentes na sociedade.