EFEITOS DA TERAPIA CELULAR EM MODELO ANIMAL DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA
Dados do documento
Resumo
A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa que afeta os neurônios motores, causando fraqueza progressiva e morte. A patogênese da doença é resultado de uma combinação de mecanismos, como proteínas mal enoveladas, disfunção mitocondrial, dano oxidativo, excitotoxicidade mediada por glutamato, sinalização insuficiente por fatores de crescimento e inflamação. Ainda não existe cura para ELA, porém o uso da terapia celular tem ganhado força no tratamento de doenças neurodegenerativas. Alterações em alguns genes já foram associadas com ELA, principalmente com sua forma familiar que afeta 10% dos casos. O primeiro gene mutado associado a ELA foi o gene codificante da enzima SOD, o qual permitiu desenvolver o primeiro modelo animal para o estudo desta doença. Como as formas esporádica e familiar afetam os mesmos neurônios, estudar camundongos transgênicos SOD1 pode auxiliar em um melhor entendimento da manifestação da doença. Nesta revisão comparamos e avaliamos os melhores protocolos de terapia celular aplicados no modelo animal SOD1, a fim de definir as abordagens que obtiveram os resultados mais eficazes.