EFEITOS DO MATERIAL PARTICULADO FINO (PM2.5) SOBRE A FERTILIDADE FEMININA
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Resumo
A poluição atmosférica é reconhecida como um dos principais determinantes ambientais de risco à saúde humana, com impactos que ultrapassam os sistemas respiratório e cardiovascular, atingindo também a esfera reprodutiva. O presente trabalho teve como objetivo investigar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, os efeitos da exposição ao material particulado fino (PM₂.₅) sobre a fertilidade feminina, com ênfase nos mecanismos fisiopatológicos envolvidos. A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico, contemplando publicações entre 2003 e 2025. Os estudos analisados evidenciam que o PM₂.₅ é capaz de induzir estresse oxidativo, inflamação ovariana, apoptose e alterações hormonais, como a redução do hormônio anti-mülleriano (AMH), marcador da reserva ovariana. Também foram observados prejuízos na qualidade e quantidade dos oócitos, além de comprometimento do desenvolvimento embrionário, demonstrando que a exposição crônica ao poluente pode reduzir significativamente o potencial reprodutivo feminino. Assim, conclui-se que o PM₂.₅ representa um importante fator de risco ambiental para a fertilidade, ressaltando a necessidade de políticas públicas voltadas à redução da poluição atmosférica e de novos estudos que aprofundem os mecanismos envolvidos na toxicidade reprodutiva do poluente.