TCC2025

EFICÁCIA E SEGURANÇA DO ANASTROZOL EM MULHERES IDOSAS COM CÂNCER DE MAMA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA SEM METANÁLISE

Dados do documento

Autor(es)
Glecielly Monique Alves de Siqueira; Jessica Harlen Ferreira Batista; Lívia Ferreira Lima
Orientador(es)
Isaura Romero Peixoto
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
04 de dezembro de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
Anastrozol. Câncer de mama. Idosa.

Resumo

O presente estudo realizou uma revisão sistemática sem metanálise com o objetivo de analisar a eficácia e a segurança do anastrozol no tratamento do câncer de mama em mulheres idosas, com foco na sobrevida livre de doença, incidência de efeitos adversos e adesão ao tratamento. A pesquisa seguiu as diretrizes PRISMA e baseou-se em critérios de inclusão que contemplaram publicações entre 2019 e 2024, com mulheres com 60 anos ou mais, utilizando os descritores e termos MeSH adequados nas bases de dados PubMed e SciELO. Foram inicialmente identificados 144 artigos, dos quais apenas dois atenderam aos critérios de elegibilidade e foram analisados em profundidade. Os resultados apontaram que o anastrozol apresenta eficácia na supressão estrogênica, especialmente em casos com ajustes de dose, contribuindo potencialmente para a redução da recorrência tumoral. A adesão ao tratamento foi baixa, fortemente impactada por efeitos adversos como dores articulares, ondas de calor e perda de libido, bem como por barreiras de acesso ao medicamento, como indisponibilidade no SUS. A variabilidade interindividual na resposta ao fármaco também foi identificada como um fator relevante, o que reforça a necessidade de monitoramento laboratorial e ajustes personalizados. A análise crítica dos estudos destacou que, embora o anastrozol seja uma opção terapêutica eficaz e geralmente segura, sua efetividade está condicionada ao enfrentamento de fatores que afetam a adesão, especialmente na população geriátrica. Assim, o estudo contribui para a tomada de decisões clínicas mais sensíveis às particularidades das mulheres idosas, recomendando estratégias que envolvam apoio multiprofissional, educação em saúde e acesso contínuo ao tratamento.