TCC2025

ELEVAÇÃO DE MARGEM PROFUNDA: UMA VISÃO PERIODONTAL E RESTAURADORA

Dados do documento

Autor(es)
Isabela Dornelas Ramos
Orientador(es)
Marcela Melo
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
08 de outubro de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Elevação de margem profunda. Aumento de coroa. Invasão de espaço biológico.

Resumo

Este trabalho de conclusão de curso apresenta uma revisão de literatura sobre a técnica de elevação de margem profunda (EMP), considerada uma alternativa conservadora ao aumento de coroa clínica (ACC) em casos de restaurações com margens subgengivais. Foram analisados diversos estudos clínicos, com acompanhamento mínimo de seis meses, que investigaram os efeitos da EMP sob as perspectivas periodontal e restauradora. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, Google Acadêmico, SciELO e ScienceDirect, utilizando os descritores elevação de margem profunda, aumento de coroa, invasão de espaço biológico, considerando publicações dos últimos onze anos. Ao final do processo de triagem, treze artigos foram incluídos na análise. Após a leitura dos estudos selecionados, observou-se que os autores relatam que a EMP proporciona um adequado selamento marginal, estabilidade das restaurações e ausência de cárie secundária, mesmo em acompanhamentos de longo prazo. No entanto, a manutenção da saúde periodontal mostrou-se diretamente relacionada à qualidade da execução clínica, destacando-se a necessidade de isolamento absoluto e adaptação precisa da matriz restauradora. Falhas nesses aspectos foram associadas a maior risco de inflamação gengival e sangramento à sondagem. De forma geral, não foram observadas perdas ósseas significativas associadas à realização da EMP. Entretanto, limitações metodológicas, como a ausência de sondagem padronizada e a curta duração dos acompanhamentos, restringem a assertividade dos resultados. Conclui-se que EMP e ACC são técnicas com indicações distintas e que não se substituem. A escolha da EMP deve ser fundamentada em critérios clínicos rigorosos, sendo necessária a condução de estudos clínicos randomizados que permitam a consolidação de protocolos seguros e previsíveis para a sua aplicação na prática odontológica.