TCC2021

EMBOLIA ESPLÊNICA NA ENDOCARDITE INFECCIOSA: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA COM ÊNFASE EM DIAGNÓSTICO RADIOLÓGICO E HISTOPATOLÓGICO

Dados do documento

Autor(es)
Isabella Braga Tinoco da Silva; Gabriel Santiago Moreira
Orientador(es)
Cristiane da Cruz Lamas
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
16 de junho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Endocardite infecciosa. Embolia. Baço. Embolia esplênica. Histopatologia.

Resumo

Introdução: A Endocardite Infecciosa (EI) é a infecção do endocárdio caracterizada por febre, sopro e embolização para diversos órgãos. Embolia esplênica ocorre em cerca de 1/3 das EI esquerdas. Objetivos: Realizar revisão sistemática da literatura sobre aspectos radiológicos e histopatológicos da embolia esplênica na EI. Métodos: As palavras-chave “Endocarditis”, “Spleen”, “Splenic emboli”, “Splenic embolism”, “Embolism”, “Tomography”, “Imaging”, “Pathology”, “Histopathology”, “Positron Emission Tomography”, “Computed Tomography” e equivalentes em português foram utilizadas no Embase, PubMed, Bireme e Scielo. Critérios de inclusão: idade a partir de 18 anos, período de 2000 a 09 de março de 2021 e publicações em inglês ou português. Critérios de exclusão: revisões não sistemáticas, relatos de caso e publicações com foco em embolias não esplênicas. Resultados: As estratégias de busca identificaram 1.973 artigos; 1.849 foram excluídos por não elegibilidade verificada pela leitura do título e 71 pela leitura dos resumos. Após a leitura integral, 32 artigos foram excluídos, totalizando 21 artigos elegíveis. As EIs esquerdas avaliadas nos estudos variaram de 6 a 3.116 casos e a média de idade de 43,02 a 70 anos. Os homens foram os mais acometidos. Os exames para detecção de embolias foram: ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética, PET/CT, SPECT/CT e Ultrassonografia com contraste por microbolhas. O número de embolias esplênicas variou de 1,4% a 71,7%, e a frequência mediana foi de 25%. Gram positivos foram a etiologia mais frequente. Dados histopatológicos foram escassos. Conclusão: Embolia esplênica na EI tem frequência elevada em estudos tomográficos.