TCC2023

ENDOCARDITE INFECCIOSA X TRATAMENTO ODONTOLÓGICO: REVISÃO DE LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Amanda Caroline Golday de Alencar; Ana Clara Costa Moraes
Orientador(es)
Marta Rosado de Oliveira Campos
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
10 de novembro de 2023
Nome do curso
Odontologia
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Pilates. Endocardite infecciosa. Antibioticoterapia. Profilaxia antibiótica. Procedimentos odontológicos.

Resumo

Introdução: A endocardite infecciosa (EI) é uma patologia de baixa incidência, mas significativa, que envolve uma infecção na superfície endocárdica do coração, envolvendo válvulas nativas ou protéticas. Os fatores de risco comuns são idade avançada, usuários de drogas injetáveis e doença cardíaca valvular. Os procedimentos odontológicos podem representar um risco para a EI, destacando a importância da odontologia preventiva e do conhecimento das diretrizes profiláticas por parte dos cirurgiões-dentistas. O uso de antibióticos adequados é essencial para prevenir a EI e requer uma conduta clínica baseada em estudos e diretrizes internacionais. Objetivos: Estabelecer quais os grupos de risco para endocardite infecciosa relacionados ao tratamento odontológico, bem como apresentar a importância do cirurgião-dentista na prevenção da patologia e verificar quais condutas devem ser adotadas diante ao paciente predisposto, enfatizando a importância do uso de antibióticos de acordo com as diretrizes. Metodologia: Foi realizado um levantamento bibliográfico de artigos científicos achados nas bases de dados Scielo, PubMed e ScienceDirect, tendo como critérios de inclusão artigos que tenham sido publicados no período de 2018 a 2023, nos idiomas português e inglês. Após aplicar os critérios de inclusão e exclusão, leitura e avaliação dos artigos encontrados foram selecionados 09 artigos. Resultados: Atualmente, existem diversas diretrizes para a profilaxia antibiótica (PA). A Associação Americana do Coração (AHA) recomenda a PA desde 1955, mas passou por mudanças ao longo do tempo. Enquanto a diretriz do NICE interrompeu a PA, as diretrizes brasileiras e interamericanas ainda recomendam a PA para pacientes de alto risco. Conclusão: Verificou-se que pacientes com histórico de endocardite infecciosa prévia, próteses valvares cardíacas, cardiopatias congênitas cianóticas não corrigidas, entre outras condições específicas, são consideradas de alto risco para o desenvolvimento de EI após procedimentos odontológicos invasivos.