TCC2025

ENDOMETRIOSE E HIPERCOLESTEROLEMIA: UMA REVISÃO DOS MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS

Dados do documento

Autor(es)
Camilla Leitão Quintanilha Veras; Ellen Vitória Belarmino de Santana Silva; Gabriele Forbes Ferreira
Orientador(es)
Daniel Escorsim Machado
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
10 de fevereiro de 2026
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Endometriose. Hipercolesterolemia. Metabolismo lipídico. Biossíntese. Inflamação.

Resumo

A endometriose é uma doença inflamatória crônica e estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico e por alterações metabólicas complexas. Evidências recentes sugerem que o metabolismo lipídico, especialmente a hipercolesterolemia, desempenha papel fundamental na manutenção e progressão das lesões endometrióticas, ao promover estresse oxidativo, respostas inflamatórias e aumento da biossíntese local de estrogênio. Estudos experimentais demonstram que dietas ricas em gordura intensificam o ambiente inflamatório e favorecem a proliferação celular, enquanto o acúmulo de colesterol nas células estromais ectópicas atua como substrato para a síntese estrogênica, reforçando o ciclo de retroalimentação entre inflamação e hormônio. Nesta revisão narrativa, foram analisados estudos que exploram a relação entre endometriose e hipercolesterolemia e seus mecanismos fisiopatológicos compartilhados. Os achados indicam que a modulação do metabolismo lipídico representa uma estratégia terapêutica promissora. Fármacos como a Pravastatina, inibidora da síntese de colesterol, e o Clotrimazol, inibidor da aromatase, mostraram potencial em reduzir o tamanho e a viabilidade das lesões. Assim, compreender a interação entre lipídios e hormônios esteroides abre novas perspectivas para tratamentos mais eficazes e direcionados, contribuindo para a redução da recorrência e a melhoria da qualidade de vida das pacientes.