TCC2024

ENTRE O SUBDIÁGNÓSTICO E DIAGNÓSTICO TARDIO

Dados do documento

Autor(es)
Camila do Carmo Santos Imbroisi; Thais Codreanski Collinett
Orientador(es)
Maria Fernanda Gusmão Rego
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
21 de fevereiro de 2025
Nome do curso
Psicologia
Palavras-chave
Transtorno do espectro autista em mulheres. Diagnóstico tardio. Subdiagnóstico. Consequências do diagnóstico tardio. Diferença de sintomas entre gêneros.

Resumo

Este artigo buscou investigar as diferenças nos sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre os gêneros, destacando fatores que contribuem para o subdiagnóstico e diagnóstico tardio em mulheres e suas consequências. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta todos os gêneros, mas estudos indicam uma subnotificação em meninas e mulheres, que frequentemente recebem o diagnóstico tardiamente. Foi realizada revisão bibliográfica narrativa utilizando os descritores em português: “autismo em meninas”,“diagnóstico do autismo em meninas”, “diagnóstico tardio de autismo em mulheres”, “pesquisas sobre autismo em mulheres”, "estudos sobre autismo em mulheres”, “diferenças de sintomas de autismo entre gêneros” e “autismo e diversidade de gênero". Foram selecionados os artigos escritos em língua portuguesa para compor o escopo deste trabalho. Foi possível identificar a predominância de artigos encontrados em inglês e fora do contexto brasileiro, evidenciando a carência de investigações nacionais sobre o tema. Os artigos brasileiros produzidos sobre o tema e selecionados, datam a partir de 2020. A análise crítica e comparativa dos dados revela que as características autísticas em mulheres frequentemente passam despercebidas devido à camuflagem dos sintomas e à falta de sensibilidade dos avaliadores para as diferenças de gênero nos critérios diagnósticos. Discussões sobre representações sociais e estereótipos de gênero também surgem como fatores que influenciam o subdiagnóstico. Este estudo destaca a importância de sensibilizar profissionais de saúde quanto às particularidades de gênero no diagnóstico do autismo, promovendo melhores desfechos clínicos visando minimizar o impacto das dificuldades associadas ao transtorno e promover uma melhor qualidade de vida para mulheres autistas.