ENTRE O SUBDIÁGNÓSTICO E DIAGNÓSTICO TARDIO
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Resumo
Este artigo buscou investigar as diferenças nos sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre os gêneros, destacando fatores que contribuem para o subdiagnóstico e diagnóstico tardio em mulheres e suas consequências. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta todos os gêneros, mas estudos indicam uma subnotificação em meninas e mulheres, que frequentemente recebem o diagnóstico tardiamente. Foi realizada revisão bibliográfica narrativa utilizando os descritores em português: “autismo em meninas”,“diagnóstico do autismo em meninas”, “diagnóstico tardio de autismo em mulheres”, “pesquisas sobre autismo em mulheres”, "estudos sobre autismo em mulheres”, “diferenças de sintomas de autismo entre gêneros” e “autismo e diversidade de gênero". Foram selecionados os artigos escritos em língua portuguesa para compor o escopo deste trabalho. Foi possível identificar a predominância de artigos encontrados em inglês e fora do contexto brasileiro, evidenciando a carência de investigações nacionais sobre o tema. Os artigos brasileiros produzidos sobre o tema e selecionados, datam a partir de 2020. A análise crítica e comparativa dos dados revela que as características autísticas em mulheres frequentemente passam despercebidas devido à camuflagem dos sintomas e à falta de sensibilidade dos avaliadores para as diferenças de gênero nos critérios diagnósticos. Discussões sobre representações sociais e estereótipos de gênero também surgem como fatores que influenciam o subdiagnóstico. Este estudo destaca a importância de sensibilizar profissionais de saúde quanto às particularidades de gênero no diagnóstico do autismo, promovendo melhores desfechos clínicos visando minimizar o impacto das dificuldades associadas ao transtorno e promover uma melhor qualidade de vida para mulheres autistas.