TCC2023

EPIDEMIOLOGIA DA MORTALIDADE INFANTIL EM PALMAS, CAPITAL DO TOCANTINS, 2000 A 2021.

Dados do documento

Autor(es)
Deusivaldo Silva Pimentel Júnior; Ariane Marinho Bailão Nardo; Daianny Silva Figueiredo; Juliana de Castro Santos
Orientador(es)
Lorena Dias Monteiro
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
09 de abril de 2023
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Palmas
Palavras-chave
Mortalidade infantil. Epidemiologia. Saúde Pública. Estudos de Séries Temporais.

Resumo

Objetivo: Caracterizar a mortalidade infantil em Palmas, Tocantins, entre 2000-2021. Método: Empregou-se uma análise ecológica temporal com dados secundários sobre mortalidade infantil (<1 ano) em Palmas, identificando 1.267 óbitos no período. A análise de tendência incluiu modelos de regressão de Poisson por pontos de inflexão. Resultados: Dos 1.267 óbitos, observou-se uma decrescente taxa de mortalidade infantil neonatal até 2012, seguida de estabilização. A predominância foi de óbitos associados a mães pardas, jovens, e de baixa escolaridade, com partos majoritariamente hospitalares e prematuros (<36 semanas). As causas mais recorrentes foram afecções perinatais e malformações. Entre 2000-2021, óbitos por malformações aumentaram 3,9% (AAPC: 3,9; IC: 2,0 a 5,9) e por causas externas 5,5% (AAPC: 5,5; IC: 2,0 a 9,2). Já as afecções perinatais decresceram -0,9% (AAPC: -0,9; IC: -1,8 a -0,1), e doenças infecciosas e circulatórias -6,1% (AAPC: -6,1; IC: -9,3 a -2,9) e -3,6% (AAPC: -3,6; IC: -7,1 a -0,0), respectivamente. Conclusão: Os dados indicam uma expressiva transição no perfil de mortalidade infantil em Palmas, com destaque para os óbitos de mães em vulnerabilidade social, por malformações e causas externas, exigindo estratégias específicas de intervenção.