ESPOROTRICOSE CUTÂNEA-DISSEMINADA EM PACIENTE ETILISTA CRÔNICO – RELATO DE CASO
Dados do documento
Resumo
Introdução: A esporotricose é uma infecção subaguda ou crônica, causada por um fungo dimórfico denominado Sporothrix schenckii presente no solo, espinhos e madeira. É um fungo saprófito dependente de vários fatores ambientais. Sua transmissão é feita a partir da inoculação pela penetração do Sporothrix na derme, após traumatismo com objetos pontiagudos ou até mesmo pela mordedura/ arranhadura de determinados animais. A doença caracteriza-se por lesões polimórficas da pele e do tecido subcutâneo, com frequente comprometimento dos tecidos linfáticos adjacentes. A maioria dos casos envolve primariamente a pele e, eventualmente, mucosas e outros órgãos. A esporotricose cutânea disseminada, é uma forma rara da doença, com lesões cutâneas difusas e disseminação hematogênica que acomete mais comumente pacientes imunossuprimidos e/ou com comorbidades associadas. É considerada uma micose subcutânea que decorre com desenvolvimento de lesões papulopustulofoliculocrostosas, placas com potencial ulceroso em qualquer parte do tegumento por disseminação hematogênica e com cultura positiva para o S. schenckii em cada lesão. Objetivos: Avaliar o perfil epidemiológico, compreender aspectos clínicos da doença e descrever evolução do relato de caso. Métodos: Foi feita uma revisão na literatura médica disponível, considerando as bibliografias disponíveis em artigos e livros, levando em conta o período de pandemia pelo novo coronavírus. Resultados: Foi descrito o relato de caso de paciente, com múltiplas comorbidades a partir do momento da admissão e sua evolução até a conclusão diagnostica de esporotricose cutâneo-disseminada. Conclusões: Foram encontrados a partir da anamnese do paciente elementos que auxiliaram na investigação diagnostica e no desenvolvimento do processo saúde-doença. Embora não exista um grande número de publicações acerca do tema, na literatura pesquisada é consenso que se trata de uma doença negligenciada e subdiagnosticada. A falta de informação e divulgação da doença dificultam e atrasam o diagnóstico e tratamento adequados.