TCC2020

ESPOROTRICOSE CUTÂNEA-DISSEMINADA EM PACIENTE ETILISTA CRÔNICO – RELATO DE CASO

Dados do documento

Autor(es)
Joao Henrique da Silva Castro
Orientador(es)
Sebastian da Silva Castro
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2020
Data de publicação
16 de junho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Esporotricose cutâneo-disseminada. Esporotricose. Imunossuprimido. Diabetes. Alcoolismo.

Resumo

Introdução: A esporotricose é uma infecção subaguda ou crônica, causada por um fungo dimórfico denominado Sporothrix schenckii presente no solo, espinhos e madeira. É um fungo saprófito dependente de vários fatores ambientais. Sua transmissão é feita a partir da inoculação pela penetração do Sporothrix na derme, após traumatismo com objetos pontiagudos ou até mesmo pela mordedura/ arranhadura de determinados animais. A doença caracteriza-se por lesões polimórficas da pele e do tecido subcutâneo, com frequente comprometimento dos tecidos linfáticos adjacentes. A maioria dos casos envolve primariamente a pele e, eventualmente, mucosas e outros órgãos. A esporotricose cutânea disseminada, é uma forma rara da doença, com lesões cutâneas difusas e disseminação hematogênica que acomete mais comumente pacientes imunossuprimidos e/ou com comorbidades associadas. É considerada uma micose subcutânea que decorre com desenvolvimento de lesões papulopustulofoliculocrostosas, placas com potencial ulceroso em qualquer parte do tegumento por disseminação hematogênica e com cultura positiva para o S. schenckii em cada lesão. Objetivos: Avaliar o perfil epidemiológico, compreender aspectos clínicos da doença e descrever evolução do relato de caso. Métodos: Foi feita uma revisão na literatura médica disponível, considerando as bibliografias disponíveis em artigos e livros, levando em conta o período de pandemia pelo novo coronavírus. Resultados: Foi descrito o relato de caso de paciente, com múltiplas comorbidades a partir do momento da admissão e sua evolução até a conclusão diagnostica de esporotricose cutâneo-disseminada. Conclusões: Foram encontrados a partir da anamnese do paciente elementos que auxiliaram na investigação diagnostica e no desenvolvimento do processo saúde-doença. Embora não exista um grande número de publicações acerca do tema, na literatura pesquisada é consenso que se trata de uma doença negligenciada e subdiagnosticada. A falta de informação e divulgação da doença dificultam e atrasam o diagnóstico e tratamento adequados.