TCC2026

ESTIMULAÇÃO CEREBRAL PROFUNDA DO NÚCLEO BASAL DE MEYNERT PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
João Victor Lima Pedrosa
Orientador(es)
Gustavo Sousa Noleto
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Cognição. Doença de Alzheimer. Estimulação Cerebral Profunda. Núcleo Basal de Meynert.

Resumo

INTRODUÇÃO: A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada por um declínio progressivo das funções cognitivas, impactando na autonomia e na qualidade de vida dos acometidos e dos cuidadores. Seu tratamento envolve medidas farmacológicas e nãofarmacológicas que buscam retardar o declínio cognitivo, porém a progressão da doença é inevitável com os tratamentos atuais. Dessa forma a estimulação cerebral profunda surge como uma possível alternativa visando retardar a progressão e atenuar os sintomas dessa doença, entre os alvos estimulados está o núcleo basal de Meynert a maior fonte de neurônios colinérgicos envolvidos na atenção e na memória. O objetivo dessa revisão é avaliar os desfechos cognitivos e a segurança da estimulação cerebral profunda no núcleo basal de Meynert em pacientes com Doença de Alzheimer. METODOLOGIA: trata-se de uma revisão sistemática com síntese qualitativa dos dados de acordo com as recomendações do Cochrane, que segue o fluxograma PRISMA com busca realizada por meio das bases de dados CENTRAL, Embase e MEDLINE, os estudos incluídos foram identificados por dois revisores independentes e foram incluídos ensaios clínicos randomizados e estudos de coorte envolvendo pacientes com Doença de Alzheimer submetidos à estimulação cerebral profunda no núcleo basal de Meynert, com desfechos cognitivos avaliados de forma padronizada e quantificável. RESULTADOS: foram incluídos 3 estudos após o processo de seleção completo. Os resultados avaliados indicam que a melhora cognitiva da estimulação cerebral profunda não mantém uma continuidade após 12 meses de aplicação da intervenção, já no quesito dos desfechos secundários neuropsiquiátricos avaliados essa melhora se perpetua e é duradoura. A intervenção se mostrou segura por não ter tido nenhum relato de efeito adverso grave nos estudos avaliados. DISCUSSÃO: os achados nos estudos são amplamente reforçados pela literatura, evidenciando que a estimulação cerebral profunda no núcleo basal de Meynert pode representar não apenas uma estratégia de preservação cognitiva, mas uma abordagem multidimensional de neuromodulação na Doença de Alzheimer, o perfil de segurança favorável e os benefícios consistentes sobre sintomas neuropsiquiátricos e qualidade do sono justificam a continuidade da investigação clínica, especialmente em pacientes refratários ao tratamento farmacológico convencional e com sobrecarga sintomática expressiva. CONCLUSÃO: esta revisão evidenciou a viabilidade e importância da estimulação cerebral profunda no contexto da Doença de Alzheimer, sendo essencial a confirmação desses achados em ensaios clínicos randomizados controlados para definição terapêutica.