ESTRATÉGIAS ANESTÉSICAS PARA O CONTROLE DA DOR EM PACIENTES ONCOLÓGICOS COM METÁSTASES ÓSSEAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Dados do documento
Resumo
Introdução: A dor óssea decorrente de metástases representa uma manifestação desafiadora e incapacitante do câncer avançado. Sua fisiopatologia multifatorial combina mecanismos nociceptivos, neuropáticos e inflamatórios, que conferem-lhe caráter persistente e de difícil controle. Nesse contexto, entende-se que o manejo integrado e individualizado é essencial para melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida desses pacientes. Objetivo: Analisar estudos sobre a eficácia das abordagens anestésicas e terapias farmacológicas e não farmacológicas no controle da dor óssea induzida por câncer metastático (DOIC). Materiais e métodos: Este é um estudo do tipo revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e exploratório. A coleta foi feita por meio de fontes digitais e bases científicas nacionais e internacionais, como PubMed, SciELO, LILACS, Embase, BVS e Cochrane Library. A unidade de análise foi composta por artigos publicados entre 2014 e 2025, selecionados conforme critérios definidos no protocolo da pesquisa. Resultados: Os estudos analisados evidenciaram que a abordagem multimodal promove melhor alívio da dor, maior estabilidade analgésica e melhora funcional, especialmente em casos refratários ao tratamento convencional. Técnicas anestésicas intervencionistas, como bloqueios nervosos e infusões epidurais, demonstraram eficácia significativa, enquanto terapias complementares mostraram efeito adjuvante na redução da dor e melhora da qualidade de vida. De modo geral, os achados convergem para uma redução consistente da dor, melhora na funcionalidade, maior adesão terapêutica e impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes. Conclusã o: As evidências apontam que o controle da dor óssea metastática requer uma abordagem multidisciplinar, baseada em evidências e centrada no paciente. A combinação de estratégias farmacológicas tradicionais, intervenções anestésicas inovadoras e terapias complementares mostra-se, segundo os estudos mais relevantes e recentes analisados nesta revisão, como o caminho mais promissor para o manejo da DOIC.