TCC2026

ESTRATÉGIAS DE PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE EM MULHERES SUBMETIDAS À RADIOTERAPIA PÉLVICA

Dados do documento

Autor(es)
Helena Andrade Moura; Maria Eduarda Cantelmo de Mesquita; Maria Fernanda de Jesus Alves
Orientador(es)
Vander José das Neves
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
11 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Oncofertilidade. Preservação da fertilidade. Radioterapia pélvica. Transposição uterina. Saúde reprodutiva feminina.

Resumo

INTRODUÇÃO: O aumento da sobrevida ao câncer ampliou a atenção aos impactos tardios do tratamento oncológico, especialmente aqueles relacionados à saúde reprodutiva. A radioterapia pélvica pode comprometer a função ovariana, a integridade uterina e a capacidade gestacional. OBJETIVO: Analisar as evidências científicas sobre estratégias de preservação da fertilidade em mulheres submetidas à radioterapia pélvica, com ênfase na transposição uterina. METODOLOGIA: Revisão integrativa realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Cochrane Library, LILACS e SciELO. Foram incluídos estudos publicados entre 2016 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. A seleção seguiu as recomendações do PRISMA 2020, resultando em 46 estudos. RESULTADOS: A infertilidade associada à radioterapia pélvica decorre de danos que ultrapassam a função ovariana, comprometendo também o útero e a capacidade reprodutiva futura. A transposição ovariana apresentou resultados consistentes na preservação da função gonadal, enquanto a transposição uterina mostrou potencial para proteção simultânea do útero e dos ovários. Técnicas de criopreservação e agonistas do hormônio liberador de gonadotrofinas também demonstraram relevância. CONCLUSÃO: A preservação da fertilidade deve integrar o planejamento terapêutico oncológico. Embora a transposição uterina apresente resultados promissores, estudos multicêntricos são necessários para consolidar sua aplicabilidade clínica.