ESTRATÉGIAS DE PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE EM MULHERES SUBMETIDAS À RADIOTERAPIA PÉLVICA
Dados do documento
Resumo
INTRODUÇÃO: O aumento da sobrevida ao câncer ampliou a atenção aos impactos tardios do tratamento oncológico, especialmente aqueles relacionados à saúde reprodutiva. A radioterapia pélvica pode comprometer a função ovariana, a integridade uterina e a capacidade gestacional. OBJETIVO: Analisar as evidências científicas sobre estratégias de preservação da fertilidade em mulheres submetidas à radioterapia pélvica, com ênfase na transposição uterina. METODOLOGIA: Revisão integrativa realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Cochrane Library, LILACS e SciELO. Foram incluídos estudos publicados entre 2016 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. A seleção seguiu as recomendações do PRISMA 2020, resultando em 46 estudos. RESULTADOS: A infertilidade associada à radioterapia pélvica decorre de danos que ultrapassam a função ovariana, comprometendo também o útero e a capacidade reprodutiva futura. A transposição ovariana apresentou resultados consistentes na preservação da função gonadal, enquanto a transposição uterina mostrou potencial para proteção simultânea do útero e dos ovários. Técnicas de criopreservação e agonistas do hormônio liberador de gonadotrofinas também demonstraram relevância. CONCLUSÃO: A preservação da fertilidade deve integrar o planejamento terapêutico oncológico. Embora a transposição uterina apresente resultados promissores, estudos multicêntricos são necessários para consolidar sua aplicabilidade clínica.