TCC2026

ESTRATÉGIAS FARMACOLÓGICAS PARA O MANEJO DO DISTÚRBIO COMPORTAMENTAL DO SONO REM EM PACIENTES COM DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Carlos Henrique Rosal Miranda; Elves Rockfeller da Silva Albuquerque Ii
Orientador(es)
Ana Raquel Batista de Carvalho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Distúrbio Comportamental do Sono REM. Doença de Parkinson. Terapêutica.

Resumo

Introdução: O Distúrbio Comportamental do Sono REM é uma parassonia caracterizada pela perda da atonia muscular fisiológica durante o sono REM, resultando em comportamentos motores relacionados aos sonhos e vocalizações. Na Doença de Parkinson, pode preceder sintomas motores, comprometer a qualidade do sono e representar marcador clínico relevante das sinucleinopatias. Objetivo: Analisar de acordo com a literatura científica, as intervenções farmacológicas utilizadas no manejo do Distúrbio Comportamental do Sono REM em pacientes com Doença de Parkinson. Métodos: Foi conduzida revisão integrativa da literatura, conforme Whittemore e Knafl. A busca foi realizada nas bases MEDLINE via PubMed, LILACS via BVS, Web of Science e Scopus, utilizando descritores controlados e palavras-chave relacionados à Doença de Parkinson, ao Distúrbio Comportamental do Sono REM e ao manejo terapêutico. A seleção seguiu as recomendações do PRISMA. Foram incluídos estudos originais, com texto completo, em português ou inglês. Resultados: Foram identificados 2.476 registros, removidas 1.161 duplicatas e incluídos 12 estudos na amostra final. As evidências demonstraram resultados heterogêneos. Melatonina e clonazepam permanecem como opções frequentemente utilizadas, embora estudos controlados não tenham demonstrado superioridade consistente em relação ao placebo. Estratégias alternativas, como rivastigmina, rotigotina, canabidiol, probióticos, oxibato de sódio, 5-hidroxitriptofano e nelotanserina, apresentaram achados variáveis. Conclusão: O manejo deve ser individualizado, considerando resposta clínica, segurança e desfechos subjetivos e objetivos. São necessários ensaios clínicos mais robustos e padronizados para orientar a prática clínica.