ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS FRENTE ÀS SEQUELAS NEUROLÓGICAS APÓS HIPÓXIA-ISQUEMIA PERINATAL
Dados do documento
Resumo
A hipóxia isquemia perinatal é um evento lesivo resultante da redução do fluxo sanguíneo e oferta de oxigênio aos órgãos durante a gestação, parto ou após o nascimento. A HI perinatal pode levar à encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI), impactando o sistema nervoso central, resultando em danos duradouros. A interação materno-fetal, mediada pela placenta e cordão umbilical, é essencial para o desenvolvimento fetal, com períodos críticos suscetíveis a insultos. Fatores como anemia, tabagismo e exposição a substâncias teratogênicas aumentam a probabilidade de complicações. As causas obstétricas associadas à asfixia incluem interrupção da circulação umbilical, alterações placentárias e deterioração da oxigenação materna ou neonatal. Sintomas como dificuldades respiratórias e convulsões podem resultar em sequelas cognitivas e/ou motoras que podem persistir para além da fase adulta e, em casos extremos, culminar em óbito. A EHI é uma das principais causas de mortalidade neonatal global, especialmente em países de baixa renda. A hipotermia terapêutica emerge como uma opção de tratamento eficaz em países de alta renda, embora suas limitações em nações de baixa e média renda sejam evidentes. Este estudo visa relatar formas de exposição à HI, como a influência da infecção por SARS-CoV-2, investigar danos perinatais e analisar estratégias terapêuticas para reduzir sequelas, considerando neuroinflamação, excitotoxicidade e estresse oxidativo. De igual modo, a pandemia causada pelo vírus sinaliza a necessidade de novas terapias mais eficazes e abrangentes serem exploradas, para o uso também, em prematuros. Estuda-se, no entanto, a realização de exercícios físicos pela gestante, terapia medicamentosa com cafeína, melatonina e canabidiol.