TCC2025

ESTRATÉGIASDE PREVENÇÃOEINTERVENÇÃOPARA PROBLEMAS MUSCULOESQUELÉTICOS EM ESTUDANTES DE MEDICINA

Dados do documento

Autor(es)
Natan Magalhães de Paiva; Ana Luiza dos Santos Pinheiro
Orientador(es)
Gerson Maciel Coelho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
09 de setembro de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Cruzeiro do Sul
Palavras-chave
Ergonomia. Acadêmicos. Musculoesqueléticos.

Resumo

Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como tema central as estratégias de prevenção e intervenção para problemas musculoesqueléticos em estudantes de medicina, com foco nos discentes da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Cruzeiro do Sul. A pesquisa partiu da constatação de que a rotina acadêmica intensa, associada a posturas inadequadas e hábitos sedentários, contribui para o surgimento de dores e disfunções musculoesqueléticas que afetam a saúde e o desempenho dos estudantes. O estudo é do tipo transversal, com abordagem quantitativa e qualitativa, e foi realizado por meio de um questionário estruturado aplicado a 91 estudantes do 1º, 5º e 9º períodos. A amostra foi estratificada proporcionalmente, com coleta de dados viabilizada por QR Codes fixados nas salas de aula, acompanhados do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Os resultados indicaram alta prevalência de dor musculoesquelética (86,8%), uso frequente de automedicação (73,6%) e ausência de orientação formal sobre ergonomia (62,6%). Ainda assim, a maioria demonstrou consciência sobre os riscos ergonômicos e interesse em ações preventivas: 95,6% acreditam que programas de saúde postural devem ser implementados e 82,4% mostraram interesse em participar. A análise dos dados reforça que, embora os estudantes reconheçam os fatores de risco e sua relação com o estilo de vida acadêmico, muitos ainda não incorporam práticas de cuidado contínuo, como pausas regulares e ajustes no ambiente de estudo. A discussão revelou que fatores como estresse, sedentarismo e a ausência de políticas institucionais contribuem para a manutenção de quadros de dor crônica, evidenciando a importância de intervenções estruturais e pedagógicas. Destaca-se também a necessidade de inclusão de programas educativos sobre ergonomia e autocuidado no currículo médico. Nas considerações finais, o estudo reforça que promover saúde entre os estudantes é um investimento na formação de profissionais mais conscientes, saudáveis e empáticos. A valorização do bem-estar durante a graduação é essencial para que futuros médicos cuidem de seus pacientes com a mesma atenção que dedicam ao próprio corpo e mente.