ESTUDO COMPARATIVO DE RADIOFREQUÊNCIA E BIOESTIMULADORES À BASE DE HIDROXIAPATITA DE CÁLCIO NA FLACIDEZ FACIAL
Dados do documento
Resumo
O aumento da expectativa de vida no Brasil tem levado a uma maior preocupação com os cuidados à saúde e à aparência, refletindo no crescimento da busca por procedimentos estéticos não cirúrgicos. O envelhecimento cutâneo é um processo complexo que envolve alterações estruturais na matriz extracelular (MEC), composta por colágeno, elastina, fibronectina e outras macromoléculas responsáveis pela sustentação e elasticidade da pele. Com o passar dos anos, ocorre fragmentação e redução da síntese de colágeno e elastina, levando à perda de firmeza, surgimento de rugas e flacidez facial. Essas mudanças são influenciadas por fatores intrínsecos, relacionados ao envelhecimento natural, e extrínsecos, como exposição solar e hábitos de vida. A flacidez facial, resultado direto da degradação da MEC e da diminuição da atividade dos fibroblastos, manifesta-se por queda dos tecidos, perda de contorno e aparência envelhecida. Diante disso, os tratamentos estéticos não invasivos e minimamente invasivos, como a radiofrequência e os bioestimuladores de colágeno à base de hidroxiapatita de cálcio (CaHA), têm se destacado. A radiofrequência atua por meio do calor controlado, estimulando a neocolagênese e promovendo o remodelamento dérmico. Já os bioestimuladores injetáveis induzem a produção endógena de colágeno por meio de resposta inflamatória controlada, melhorando a firmeza e densidade da pele de forma duradoura. Com base nisso, o presente estudo tem como objetivo comparar a eficácia dos bioestimuladores de colágeno e da radiofrequência no tratamento da flacidez facial, analisando seus resultados individualmente e em conjunto, a fim de identificar qual método ou combinação proporciona os melhores efeitos para diferentes condições cutâneas.