TCC2026

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE CIRURGIA SOB ANESTESIA GERAL VERSUS LOCAL EM ESTIMULAÇÃO CEREBRAL PROFUNDA PARA DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
Cláudia Beatriz de Moura Vasconcelos Portela; Heloísa e Vasconcelos Sales Araújo
Orientador(es)
Michely Laiany Vieira Moura
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
01 de maio de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Doença de Parkinson. Estimulação Cerebral Profunda. Anestesia Geral. Anestesia Local. Revisão Sistemática.

Resumo

Introdução: A estimulação cerebral profunda (ECP) é uma alternativa cirúrgica eficaz para pacientes em estágio avançado da Doença de Parkinson com resposta insatisfatória ao tratamento medicamentoso. Tradicionalmente realizada sob anestesia local, a ECP sob anestesia geral vem ganhando espaço, o que gera questionamentos sobre a precisão cirúrgica e os resultados clínicos de ambas as abordagens. Objetivo: Comparar as modalidades anestésicas, local e geral, na ECP, discutindo seus impactos na acurácia do procedimento, nos desfechos clínicos, na experiência do paciente e nas complicações perioperatórias e pós-operatórias. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática baseada na PRISMA 2020, com coleta de dados realizada por meio dos descritores “Local anesthesia”, “General anesthesia”, “brain Stimulation” e “Parkinson disease”, combinados entre si por operadores booleanos “OR” e “AND” nas bases de dados Cochrane, Embase e Pubmed nos anos de 2013 até 2024. Resultados: Nesta revisão foram incluídos três ensaios clínicos randomizados. Os achados indicaram que a ECP sob anestesia geral possui eficácia equivalente à cirurgia tradicional sob anestesia local, avaliada pela UPDRS-3. Foi visto que a anestesia geral pode apresentar vantagens nos aspectos psicológicos, como redução de ansiedade e estresse, além de menor incidência de complicações, embora haja divergência entre os autores quanto aos efeitos não motores. Conclusão: A escolha da técnica anestésica da ECP dependente de fatores como o perfil do paciente, recursos disponíveis e experiência da equipe médica. Conclui-se que não há superioridade absoluta entre as modalidades anestésicas, e que novos estudos são necessários para avaliar os efeitos psicológicos e não motores dessas abordagens.