Dissertações2016

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E ESTADO MENTAL DE IDOSOS.

Dados do documento

Autor(es)
Renata Batista dos Santos Pinheiro
Orientador(es)
Eucário Leite Monteiro Alves
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2016
Data de publicação
04 de abril de 2016
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Envelhecimento. Exercício Físico. Memória.

Resumo

O processo de envelhecimento está associado a muitas alterações morfológicas e funcionais, dentre elas destacam-se as alterações no estado mental, que refletem diretamente na autonomia funcional da pessoa idosa. No entanto, acredita-se que assim como a prática de exercício físico reflete de maneira positiva na capacidade funcional do idoso, ela possa também influenciar de maneira positiva no estado mental dos mesmos. Desta maneira o objetivo deste estudo foi verificar a existência de relação entre o nível de atividade física e o estado mental de idosos que praticam exercício físico, com idosos não praticantes de atividades físicas. Trata-se de um estudo descritivo, comparativo, transversal, com abordagem quantitativa, desenvolvido com idosos que praticam exercício físico no Núcleo de Atividades Físicas para Terceira Idade – NUTI e com idosos não praticantes. Participaram do estudo 94 idosos divididos em 2 grupos, sendo 48 pertencentes ao grupo que praticava exercício de maneira regular no qual foi chamado de Grupo de Exercício (GE) e 46 que não praticavam nenhum tipo de exercício físico (Grupo Controle -GC). Para coleta de dados foi aplicado o Mini Exame de Estado Mental (MEEM), um questionário para Avaliação Subjetiva da Memoria (MAQ-C) e o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Além disso, foram realizados testes físicos para avaliação da capacidade funcional dos idosos participantes do estudo. Os dados foram digitados no programa Microsoft Office Excel 2010 e, posteriormente importados para o programa Statistical Package for the Social Sciences – SPSS for Windows (versão 20.0), no qual foram realizadas as análises estatísticas. Os resultados indicam que não houve diferença significativa no estado mental dos idosos que praticavam exercício físico com os que não praticavam. Na avaliação da percepção da memória verificou-se que os idosos do GC tiveram pior percepção da memória (65,22%) em relação aos idosos que realizam exercício de maneira orientada o exercício (53,08%). A avaliação do nível de atividade física pelo IPAQ identificou que o GE obteve maior número de idosos ativos (47,92%) do que o GC (36,96%). Na avaliação da capacidade funcional, os idosos do GE obtiveram melhores escores do que o GC em quase todos os testes físicos. Neste estudo não houve associação entre nível de atividade física e estado mental de idosos. Porém, em relação a avaliação subjetiva da memória, o grupo que pratica exercício apresentou melhor percepção da memória do que o grupo que não pratica, evidenciando que a prática de exercício orientada é relevante para manutenção da autonomia funcional dos idosos e também na melhor percepção de si mesmo. Uma forma relevante de treinar diretamente a memoria é através dos jogos, diante da necessidade de se trabalhar este aspecto, este estudo teve como produto a construção de um jogo interativo voltado para a estimulação da memória.