Dissertações2014

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE SALVAMENTO OU AMPUTAÇÃO DE MEMBRO INFERIOR POR DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA.

Dados do documento

Autor(es)
Rodrigo Santos de Norões Ramos
Orientador(es)
Gerardo Vasconcelos Mesquita
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2014
Data de publicação
27 de setembro de 2018
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Doença Arterial Periférica. Amputação. Salvamento de Membro.

Resumo

Introdução: A doença arterial periférica é um acometimento sistêmico, crônico e progressivo de territórios distais à aorta devido a uma estenose, ou oclusão da luz arterial. Sua prevalência aumenta com a idade, chegando a cerca de 20% aos 80 anos. Cerca de 25% são sintomáticos. O sintoma mais comum é claudicação intermitente. Isquemia crítica de membro é sua forma mais grave que pode se apresentar por dor em repouso e úlcera ou lesão trófica isquêmica. É um estado grave com risco de perda de membro. Normalmente seu tratamento é cirúrgico através de revascularização. Amputações de membro podem ser necessárias. Objetivos: Analisar pacientes com doença arterial periférica submetidos a procedimento de revascularização ou amputação de membro; comparar o grupo com salvamento de membro ao de submetidos a amputação de membro; procurar diferenças estatísticas entre os dois grupos quanto: à idade, sexo, presença de fatores de risco conhecidos, quadro clínico e localização da lesão/úlcera; encontrar a taxa de mortalidade durante a internação dos dois grupos; comparar o subgrupo dos pacientes com amputação primária com amputação secundária; propor um projeto para implantação de ambulatório multiprofissional de reabilitação para pacientes com amputação de membro. Métodos: É um estudo descritivo, observacional, retrospectivo, com abordagem quantitativa. Os dados foram obtidos de prontuários de pacientes internados com isquemia crítica no Hospital Getúlio Vargas em Teresina/PI no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017. Foram divididos em 2 grupos: submetidos a revascularização que tiveram o membro salvo (grupo 1) e outro que foram submetidos a amputação de membro inferior (grupo 2).Resultados: Foram pesquisados 78 prontuários, sendo 51 no grupo 1e 27 no grupo 2, destes 3 (12,5%) foram a óbito durante a internação. O número de óbitos foi significante maior (p = 0,015) no grupo 2. A idade média do grupo 1 foi de 67,6 anos (variando de 41 a 91 anos), menor que a do 2 que foi de 71,5 anos (variando de 49 a 87 anos).O grupo 1 foi formado por 28 homens (54,9%) e o 2 por 13 homens (54,1%). Houve maior presença de comorbidades no grupo 2 (p < 0,05). Sendo a hipertensão arterial a mais prevalente em ambos os grupos, seguida da diabetes mellitus e tabagismo. A localização e extensão da lesão teve impacto no desfecho levando à amputação de membro (p < 0,01). Lesões no retropé ou úlceras em perna evoluíram com maior frequência para amputação. Tempo de internação não teve diferença entre os grupos. O grupo 2 foi formado por 18 casos de amputação primária (75%).O risco cardíaco apresentou diferença estatística entre os dois grupos (p < 0,001). Conclusão: O grupo 2 parece ter maior gravidade, fato verificado pela maior quantidade de comorbidades, óbitos e risco cardíaco. A ferida isquêmica localizada em retropé ou perna e infecção foram associadas à amputação. O tempo de internação não teve diferença, assim como sexo ou idade.