EVIDÊNCIAS E REPERCUSSÕES DA RESISTÊNCIA AOS MEDICAMENTOS EM INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS: REVISÃO INTEGRATIVA
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Resumo
Resumo: As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são dilemas de saúde pública no âmbito global. Entretanto, considerando a magnitude dessa problemática e a dificuldade de acesso terapêutico adequado, estratégias que visam sua prevenção e controle são cruciais, pois, mitigam os riscos de transmissões através do rastreio e monitoramento. Tem-se como objetivo central deste trabalho escrever as evidências científicas acerca das tendências e repercussões clínicas inerentes à ocorrência de resistência aos medicamentos para o tratamento de ISTs. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com base no modelo PRISMA. Foram incluídas pesquisas publicadas no período de 2018 a 2023 e excluídos aqueles que não responderam à pergunta norteadora do estudo. As principais ISTs associadas à problemática foram gonorreia, citada em 56% dos artigos, seguida por uretrite e cervicite em 44%, e clamídia em 8%. As principais classes de medicamentos associadas à resistência bacteriana em ISTs foram os macrolídeos (40%), cefalosporinas (20%) e fluoroquinolonas (16%). Umas das principais tendências detectadas foi aumento na propagação da resistência, principalmente para Neisseria gonorrhoeae. Em conjunto, os dados evidenciam a crescente ameaça global de patógenos causadores de ISTs resistentes aos antimicrobianos. Logo, é
primordial intervenções inovadoras e coordenadas para preservar a eficácia dos tratamentos e atender às metas globais de saúde pública.
Palavras-chave: Resistência Microbiana a Medicamentos. Epidemiologia. Organismos
multirresistentes. Infecções Sexualmente Transmissíveis.