FATORES IMUNOLÓGICOS ASSOCIADOS A TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS: O PAPEL DAS CITOCINAS NA GÊNESE DA DEPRESSÃO E PSICOSE
Dados do documento
Resumo
As síndromes psiquiátricas apresentam alta prevalência e têm origem relacionada
intrinsicamente à desregulação de vias imunoinflamatórias que comprometem a fisiologia do sistema
nervoso central. Assim, diversas evidencias sugerem que alterações na micróglia e nas células de
defesa são responsáveis por desregular a homeostase encefálica, repercutindo na patogênese de
desordens psiquiátricas, como a psicose e o transtorno depressivo. OBJETIVO: Revisar
sistematicamente pesquisas acerca da participação do sistema imunológico na gênese de transtornos
psiquiátricos, discernindo as principais citocinas envolvidas nos processos neuroinflamatórios.
METODOLOGIA: Realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática, desenvolvida a partir da análise
criteriosa da literatura disponível nas fontes com Lilacs, PubMed e ScienceDirect. Utilizou-se como
critérios de inclusão estudos realizados em humanos ou animais, nos idiomas português, espanhol e
inglês e como exclusão estudos duplicados, sem relação com o tema, revisões sistemáticas e aqueles
escritos em línguas que diferem do português, do espanhol e do inglês. RESULTADOS: A partir da
análise literária, constatou-se que alterações na micróglia cerebral e nas vias de neurotransmissão
encefálica, causadas por processos neuroinflamatórios, estão envolvidas na gênese dos transtornos
depressivos e psicóticos. Assim, a realização deste estudo permitiu verificar a relação do sistema
imunológico, através das citocinas, e o desenvolvimento da depressão e psicose, com destaque para
níveis elevados de IL-18, IL-17, IL-1β, TNF-α, IL-8 e, sobretudo, IL-6. Os resultados sugerem que
alterações no sistema imune estão associadas à presença de transtornos psiquiátricos, ressaltando a
predominância de um estado pró-inflamatório como possível origem destas síndromes, a partir de
alterações na arquitetura neural.