FLUOROSE DENTÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA RIO DE JANEIRO 2023
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Resumo
O cirurgião dentista diversas vezes se depara com situações de difícil diagnóstico em seu consultório no dia a dia. A fluorose dentária pode ser confundida com diversas alterações na superfície do esmalte dental e por essa razão se torna tão importante saber diagnosticar corretamente essa patologia. A principal causa da fluorose dentária se dá por meio da ingestão excessiva de flúor durante o desenvolvimento do germe dental. Essa revisão de literatura teve como objetivo fazer uma análise de artigos relacionados à fluorose dental, a fim de elucidar formas de prevenção, tratamento e condutas para que profissionais possam esclarecer eventuais dúvidas. O exame clínico a fim de diagnosticar defeitos de esmalte, deve ser realizado apenas após uma profilaxia, com remoção adequada do biofilme dental, boa iluminação e secagem vigorosa dos dentes. A característica primordial a ser observada em um diagnóstico diferencial é a predominância de manchas em dentes homólogos. A ação dos fluoretos depende basicamente da dose ministrada e quando expostos adequadamente, ajudam no controle da cárie dental. Existem diversas fontes de exposição ao flúor além da fluoretação das águas de abastecimento, a introdução precoce no uso de dentifrícios fluoretados ou fórmulas infantis a partir da década de 90 também contribuiu para o aumento da fluorose no Brasil. Alguns fatores relevantes são: baixo peso corporal, taxa de crescimento esquelético estado nutricional, altitude, alterações da atividade renal e da homeostase do cálcio e períodos de remodelamento ósseo constituem-se fases de maior absorção do flúor. A prevenção é fundamentada principalmente na remoção ou controle das fontes de exposição ao flúor: evitar a deglutição de flúor durante a escovação dental, usar quantidade de dentifrício fluoretado recomendada para cada idade e a correta aplicação de flúor tópico pelo profissional. O principal tratamento para fluorose dental é a associação de microabrasão e clareamento dental, nos casos mais leves. Procedimentos mais invasivos como coroas protéticas, facetas estéticas em resina ou porcelana, podem ser indicados para os casos mais severos, onde o esmalte se apresenta com pigmentação amarronzada e altamente poroso.