FORMAÇÃO DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE PARA O CONTROLE DE INFECÇÃO POR HANSENÍASE E TUBERCULOSE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.
Dados do documento
Resumo
A prevenção e o controle de doenças de caráter epidemiológico como a Hanseníase e Tuberculose, assim como a educação nessas áreas prioritárias devem ser incorporadas continuamente no cotidiano de trabalho dos Agentes Comunitário de Saúde (ACS), visto que este profissional faz a ligação entre a comunidade e o serviço de saúde. O estudo teve como objetivos: caracterizar os agentes comunitários de saúde quanto aos aspectos sóciodemográficos e profissionais; descrever como o processo de formação e de educação permanente dos ACS influência nas atividades de controle da infecção por hanseníase e tuberculose na Estratégia Saúde da Família - ESF; identificar os desafios dos ACS para o controle de infecção por hanseníase e tuberculose na ESF; analisar a formação do ACS para o controle de infecção por hanseníase e tuberculose na ESF e elaborar uma página em uma rede social para os ACS, com informações sobre o controle de infecção por hanseníase e tuberculose na ESF. Trata-se de uma pesquisa de campo, exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, realizada com 31 ACS das Unidades Básicas de Saúde da Família de Piripiri, Piauí, Brasil. Os dados foram produzidos por meio de um roteiro de entrevista semi-estruturado, processados no software IRAMUTEQ e analisados pela CHD, o estudo foi realizado nos meses de novembro e dezembro de 2015. Os resultados indicaram que dos 31 ACS entrevistados, houve predominância do sexo feminino (90,3%) e na idade destacou-se a faixa etária de 30 a 40 anos (39%). Em relação ao tempo de atuação, predominou-se de 10 a 15anos (45,2%) de atuação na área como ACS. Quanto ao nível de formação os ACS apresentaram do ensino fundamental incompleto até o ensino superior completo, com predomínio do curso Técnico em ACS (29%). O IRAMUTEQ reconheceu a separação do corpusem 262 segmentos de texto ou 68,23% do aproveitamento do material. Os segmentos classificados foram divididos em 04 classes, com percentual de ocorrência e valor de X² mais elevado das classes. Os resultados do estudo foram apresentados em 4 Classes, a saber: Classe 4 - Importância do acompanhamento do ACS na prevenção e controle da infecção por hanseníase e tuberculose na ESF, que esta está diretamente ligada às classes 2 e 3; Classe 3 - Dificuldades que os ACS encontram para fazer o controle de infecção por hanseníase e tuberculose na Estratégia Saúde da Família; Classe 2 - Ações dos ACS no controle de infecção por hanseníase e tuberculose na ESF; Classe 1 - Formação do Agente Comunitário de Saúde para o controle de infecção por hanseníase e tuberculose na ESF. Percebe-se que é importante o acompanhamento dos ACS aos portadores de hanseníase e tuberculose, no entanto, os ACS encontram dificuldades relacionadas à adesão dos pacientes ao tratamento e assim utilizam estratégias para resolver as mesmas por meio de visitas domiciliares para diagnóstico precoce de novos casos, orientações sobre medicamentos para o tratamento dos casos confirmados e orientações sobre medidas específicas. Entretanto, o que determina a atuação dos ACS na prevenção e controle da hanseníase e tuberculose na ESF, tem relação direta com a sua formação, seja a formação mínima, a de nível médio técnico, superior ou a formação por meio de educação permanente e continuada oferecida pela Secretaria Municipal de Saúde. Essa formação atende parcialmente as necessidades dos ACS, sendo imprescindível a implementação de Políticas de Educação relacionadas com a prevenção e controle da hanseníase e tuberculose na Estratégia Saúde da Família. Dessa forma elaborou-se uma Página Social, intitulada: “ACS´s - Unidos na Prevenção e Controle da Hanseníase e Tuberculose”, como contribuição do estudo.