FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO NUTRICIONAL DE USUÁRIOS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.
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Resumo
Nas últimas décadas, o Brasil conquistou grandes avanços no campo da saúde. Sua principal conquista foi o Sistema Único de Saúde, regulamentado pela Constituição Federal de 1988 e pelas Leis Complementares 8080/90 e 8124/90, tendo como princípios: universalização, integralidade, descentralização e participação popular. A Estratégia Saúde da Família foi desenvolvida com o objetivo de estreitar laços de compromisso entre profissionais da saúde, educação, gestores e população usuária dos serviços de saúde, com ênfase na promoção de saúde das famílias e com ações que abrangem a assistência integral ao indivíduo, prevenindo doenças. Dentre essas ações, a educação em saúde é a de maior destaque pelo seu alcance e pelo baixo custo e grande beneficio aos profissionais e população. Com isso, a enfermagem necessita estar apta a desenvolver habilidades com conhecimento adequado para tentar resolver os problemas da comunidade ou encontrar apoio de outros profissionais de saúde. A pesquisa tem como objetivo principal investigar a formação do enfermeiro sobre nutrição que atua na Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo descritivo, transversal de abordagem quantitativa. O estudo foi realizado com 80 enfermeiros das equipes de Saúde da Família da cidade de Teresina (PI) como amostra de conveniência. A coleta de dados foi realizada nos postos e Unidades Básicas de Saúde, em salas ou consultórios de atendimento com total discrição e sem interferência de outros profissionais, no período de janeiro a março de 2014,através de um formulário semiestruturado com perguntas fechadas e abertas e dividido em A, B e C. Quase a totalidade dos participantes são sexo feminino (97,5%) e estão na faixa etária de 40 a 49 anos (31,2 %). O tempo de formação profissional dos enfermeiros identificou-se entre 21 a 30 anos 33,7%, 90% são enfermeiros especialistas com 78,8% atuam na de Saúde da Família. Sobre o conhecimento em nutrição, 75% dos enfermeiros afirmaram ter conhecimento científico e popular, 72,5 % leem artigos científicos e 90% também leem revistas não científicas. Quanto às dificuldades encontradas por esses profissionais observouse que o pouco conhecimento científico sobre nutrição (21,75%), a ausência de treinamento e capacitações (18,75%), a ausência do Nutricionista nas equipes ou Unidades Básicas de Saúde e a falta de conscientização da população às orientações nutricionais, atrapalhando a resolutividade das ações de saúde colocando em risco a saúde da população por não existir profissionais de saúde adequados e habilitados a desenvolver as atividades e orientações nutricionais específicas para cada tipo de problema. Conclui-se que os enfermeiros não possuem conhecimento científico sobre nutrição satisfatório para realizar avaliação e acompanhamento profissional. Além disso, a inserção ou acesso facilitado aos profissionais nutricionistas nas equipes de saúde da família seria muito importante para sanar as dificuldades que os outros profissionais têm com a comunidade.