Dissertações2014

FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO PARA A ABORDAGEM DO USUÁRIO DE CRACK NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

Dados do documento

Autor(es)
Lennara de Siqueira Coêlho
Orientador(es)
Camila Aparecida Pinheiro Landim Almeida
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2014
Data de publicação
14 de maio de 2015
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Educação. Enfermeiro. Estratégia saúde da família. Crack.

Resumo

O estudo tem como objeto a formação do Enfermeiro para a abordagem do usuário de crack na Estratégia Saúde da Família. O uso do crack representa um grave problema de Saúde Pública no Brasil, devido à violência e aos comportamentos sexuais de risco associados que deflagram desequilíbrios de ordem sócio-sanitária para o usuário e que atingem a sociedade como um todo. É fundamental o papel do enfermeiro na assistência ao usuário de crack, identificando as populações de alto risco, desenvolvendo ações de planejamento e contribuindo para um melhor acompanhamento do problema. Objetivou-se caracterizar o enfermeiro quanto aos aspectos sócio-demográficos; descrever a formação do Enfermeiro na Estratégia Saúde da Família; analisar a formação do Enfermeiro para a abordagem do usuário de crack na Estratégia Saúde da Família e elaborar uma cartilha para consulta do enfermeiro a cerca da abordagem do usuário de crack na Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, de abordagem qualitativa realizada com 39 enfermeiros da Estratégia Saúde da Família de Teresina-Piauí, no período de setembro a novembro de 2014. Para produção de dados foi utilizado a técnica de entrevista com a aplicação de um roteiro semi-estruturado, detalhado e organizado, com perguntas abertas. O processamento e análise dos dados, por meio do software IRAMUTEC e analisados pela Classificação Hierárquica Descendente. Os resultados foram apresentados em cinco classes: Classe 1, conhecimento do enfermeiro para a abordagem ao usuário de crack - reforçam a importância do conhecimento para atuação; Classe 2, receio no manejo do usuário de crack - reforça a importância de obter conhecimentos sobre atenção ao usuário de crack; Classe 3, dificuldades experienciadas pelos profissionais na captação e manejo do usuário de crack - destacou-se as dificuldades vivenciadas pelos enfermeiros; Classe 4, abordagem holística ao paciente: integrando a formação, capacitação e família - os profissionais reconhecem que o aprofundamento do conhecimento, possibilita a orientação aos usuários e a Classe 5, educação permanente para melhor abordagem ao usuário de crack na Estratégia Saúde da Família: o papel do gestor - os enfermeiros discorrem sobre a contribuição da Fundação Municipal de Saúde para a formação do enfermeiro na abordagem ao usuário de crack. Considerou-se que na graduação não enfoca a abordagem ao usuário de crack, fazendo com que o enfermeiro da ESF busque qualificações.