TCC2019

FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO: DO RETARDAMENTO JURISDICIONAL À IMPUNIDADE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Dados do documento

Autor(es)
Eduardo Leandro da Silva; Mateus Parente da Silva
Orientador(es)
Deborah Vieira Freire
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2019
Data de publicação
18 de novembro de 2019
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Redenção
Palavras-chave
Agentes públicos. Foro privilegiado. Prerrogativas.

Resumo

O presente artigo visa analisar o foro privilegiado, e tem como objetivo geral fazer uma abordagem acerca dos argumentos doutrinários contrários ao foro por prerrogativa de função, fazendo um contraponto com a competência do Supremo Tribunal Federal para julgarem crimes comuns praticados por autoridades que detenham a referida prerrogativa. A carta máxima brasileira protege quem exerce cargo político, com a incumbência de ser processado e julgado por órgão superior, como Supremo Tribunal Federal, configurando, assim, o foro por prerrogativa de função. Além disso, a constituição estabelece o princípio da isonomia, como norteador de todo o ordenamento jurídico, garantindo que todos os brasileiros sejam tratados de forma igualitária, verifica-se uma inconsistência entre as prerrogativas conferidas a alguns agentes políticos e o referido princípio, uma vez que muitos parlamentares e chefes do Poder Executivo se utilizam do foro diferenciado para cometerem crimes comuns. Dentro dessa realidade, a pesquisa prima pelo método hipotético dedutivo e bibliográfico, com parâmetros dialéticos e interpretativos. Resultando na compreensão do estudo apresentado que, a ausência de celeridade processual e o aumento da sensação de impunidade se fazem justificar que o foro privilegiado está à disposição de uma minoria de cidadãos com respaldo jurídico.