HANSENÍASE NA INFÂNCIA: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E INDICADORES OPERACIONAIS NO ESTADO DO TOCANTINS, BRASIL.
Dados do documento
Resumo
Introdução: O adoecimento de crianças e adolescentes é um indicador sensível da magnitude da hanseníase na população. O fato de crianças apresentarem deformidades físicas visíveis no momento do diagnóstico mostra a pior gravidade da doença. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, com dados obtidos do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Resultados: Houve maior detecção de casos novos em menores de 15 anos por demanda espontânea e encaminhamento, representando mais de 70%. A detecção foi maior para o sexo masculino (54,3%), na classificação paucibacilar (51,32%), com 2 ou mais nervos acometidos (35,48%). O grau de incapacidade física grau 1 ocorreu em 12,45% dos casos e grau 2 em 3,02%. Conclusão: O fato de quase metade terem sido diagnosticados como multibacilares e mais de 1/3 com mais de 2 nervos acometidos apontam para odiagnóstico tardio da doença em crianças e adolescentes. O programa de controle da hanseníase do estado deve se concentrar e promover atividades de controle sustentáveis com foco na vigilância ativa por meio de exames de contatos, campanhas em massa e outros exames coletivos.