HIPOTERMIA TERAPÊUTICA COMO TRATAMENTO ADJUVANTE EM CASOS DE ENCEFALOPATIA HIPÓXICO-ISQUÊMICA EM RECÉM-NASCIDOS
Dados do documento
Resumo
BEBBER, Julia Carvalho; da CUNHA, Renata Muniz; GUIMARÃES, Taísa de Mello. HIPOTERMIA TERAPÊUTICA COMO TRATAMENTO ADJUVANTE EM CASOS DE ENCEFALOPATIA HIPÓXICO-ISQUÊMICA EM RECÉM-NASCIDOS. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina) - Universidade Unigranrio Afya, Duque de Caxias, 2024. A hipotermia terapêutica é implementada visando neuroproteção em pacientes que receberam diagnóstico de encefalopatia hipóxico-isquêmica. Em grande parte das unidades hospitalares, é realizada em maiores de 36 semanas de idade gestacional e dentro das 6 horas após a ocorrência do insulto perinatal. O objetivo deste trabalho é elaborar uma revisão de literatura a respeito da hipotermia induzida como forma de tratamento adjuvante em casos de encefalopatia hipóxico-isquêmica. Foi feito um levantamento bibliográfico por meio das plataformas PubMed, Cochrane, Scielo e CAPES e realizada uma revisão narrativa da literatura com abordagem descritiva e exploratória. Observaram-se pequenas diferenças nos estudos, como o período de início da terapia, preservando-se a intenção de atuar na janela terapêutica; tipos de técnica de resfriamento utilizadas; e possíveis riscos do procedimento. A idade gestacional a partir de 36 semanas foi um dos critérios de elegibilidade da população para o procedimento. Conclui-se que a hipotermia terapêutica permanece sendo adotada por mostrar-se eficaz como forma de diminuir tanto a mortalidade como a morbidade neurológica e sequelas a longo prazo, como paralisia cerebral, atraso global do desenvolvimento e epilepsia.