HMGA2 E CÂNCER COLORRETAL: IMPLICAÇÕES NO PROGNÓSTICO E TRATAMENTO DA DOENÇA
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Resumo
O câncer colorretal (CCR) é uma doença de alta incidência e mortalidade. Os sintomas dessa patologia são frequentemente tardios, dificultando o diagnóstico precoce e implicando em pior prognóstico; o que torna a busca por biomarcadores com potencial diagnóstico e terapêutico importante. Nesse contexto, a proteína HMGA2 se destaca, uma vez que possui níveis de expressão praticamente ausentes em tecidos adultos saudáveis, mas encontra-se superexpressa em diversos tumores malignos; além de possuir atuação na regulação indireta de genes associados com a gênese e progressão tumoral. Dessa forma, o presente trabalho apresenta uma revisão integrativa baseada na integração e síntese da literatura relacionada ao tema. Os resultados indicam que HMGA2 está superexpressa em linhagens celulares de CCR, promovendo maior capacidade invasiva e migratória in vitro. Em modelos in vivo, sua expressão ectópica acelera a carcinogênese e gera tumores maiores e mais numerosos. Em amostras de pacientes, níveis elevados de HMGA2 associam-se a um pior prognóstico e maior índice de recidiva, além de impactar mais significativamente o prognóstico de pacientes de estágios III-IV. Além disso, sua superexpressão reduz a sensibilidade ao 5-FU e regula diretamente genes ligados à progressão tumoral, como IL11, SLUG e DVL2. Portanto, diante do seu papel na progressão tumoral e sua associação com desfecho clínico desfavorável e resistência ao tratamento, além de HMGA2 se mostrar um potencial biomarcador diagnóstico, também se apresenta como potencial preditor terapêutico e prognóstico no CCR.