TCC2024

HOSPITALIZAÇÕES POR ENXAQUECA E OUTRAS CEFALEIAS NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL ENTRE 2008 E 2023

Dados do documento

Autor(es)
André Luis Delmonde de Araújo; Antônio José Marques Nogueira Coelho; Arthur Almeida Marques Neto; Victor Matheus Bezerra Lopes
Orientador(es)
Anderson Wilbur Lopes Andrade
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
28 de novembro de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
: Internações. Cefaleia. Enxaqueca. Epidemiologia. DATASUS.

Resumo

Introdução: as cefaleias representam uma condição neurológica prevalente que impactasignificativamente a qualidade de vida dos indivíduos acometidos, sendo as enxaquecas umadas dez principais causas de anos vividos com incapacidade. A hospitalização devido àenxaqueca ocorre principalmente em casos de crises refratárias, onde há falha no manejoambulatorial. A compreensão dos padrões de hospitalização pode, portanto, levar a melhoriassignificativas na alocação de recursos e no planejamento de serviços de saúde, atendendomelhor às necessidades da população do Nordeste do Brasil. Materiais e métodos: foiconduzida uma pesquisa observacional ecológica com dados colhidos no DATASUS, quanto aenxaqueca e outras algias cefálicas no Nordeste do Brasil entre 2008 e 2023. Resultados eDiscussão: foram registradas 32.981 internações, com um valor médio de R$ 554,91 e umamédia de permanência hospitalar de 4,9 dias, resultando em 501 óbitos (1,52%). Quanto aosexo, houve um total de 11.971 hospitalizações (36,3%) entre indivíduos do sexo masculino e21.010 entre indivíduos do sexo feminino (63,7%). Quanto à mortalidade, houve um risco1,65 vezes maior de evoluir para óbitos em homens. A população parda se destacouapresentando os maiores números de internações, com 21.683 casos (65,74%). Houvecrescimento progressivo da mortalidade conforme o aumento da idade, atingindo seu ápiceaos 80 anos e mais (6,42 óbitos/100 internações). A taxa de mortalidade foi substancialmentemais alta para hospitalizações eletivas, representando um risco de 2,68 vezes maior de óbitos.Ceará se destacou quanto ao número absoluto de internados, custo médio de internação eóbitos, porém a pior mortalidade ocorreu em Alagoas (2,47/100 internações). Por outro lado,o estado do Piauí foi o que apresentou os menores indicadores concomitantemente de customédio (R$ 175,25), óbitos (02 casos) e mortalidade (0,25/100 internações). Ao longo dosanos, nota-se um aumento contínuo na quantidade de internações e crescimento comoscilações na mortalidade. Considerações finais: a população que mais foi internada foi demulheres, de 30 a 39 anos, cor parda, residentes no estado do Ceará e atendidas em urgência.Por outro lado, a pior mortalidade foi em idosos acima de 80 anos, sexo masculino, de corpreta, residentes em Alagoas e atendidos em caráter eletivo.