IMPACTO DA CORRIDA NA CAPACIDADE CARDIORRESPIRATÓRIA DE IDOSOS: COMPARAÇÃO COM SEDENTÁRIOS POR MEIO DO TESTE DE CAMINHADA DE 6 MINUTOS (TC6)
Dados do documento
Resumo
O envelhecimento populacional é um fenômeno crescente que impõe desafios à manutenção da saúde funcional e cardiorrespiratória. O presente estudo teve como objetivo comparar a capacidade cardiorrespiratória de idosos praticantes de corrida ou caminhada regular com a de idosos sedentários ou com prática insuficiente de exercício físico, utilizando o Teste de Caminhada de 6 Minutos (TC6). Trata-se de uma pesquisa comparativa, quantitativa e de delineamento quase-experimental (ex-post-facto), com amostra não probabilística por conveniência composta por 18 participantes com 58 anos ou mais, divididos em Grupo Praticante (GP, n=8; ≥3x/semana há mais de 6 meses) e Grupo Sedentário (GS, n=10; frequência inferior a 3x/semana ou ausência de prática regular). Os parâmetros avaliados incluíram distância percorrida (DTC6), distância prevista calculada pelas equações de Enright e Sherrill (1998), delta (diferença entre distância obtida e predita), frequência cardíaca (FC) e saturação periférica de oxigênio (SpO2) antes e após o teste. Os resultados demonstraram que o GP percorreu em média 627,5 ± 120,0 m, superando consistentemente o valor predito (delta médio de +105,5 ± 80,8 m), com 100% dos participantes apresentando delta positivo. O GS percorreu em média 394,0 ± 157,7 m, com delta médio de −95,3 ± 150,2 m e 60% dos participantes abaixo do valor predito. O incremento médio da FC foi de 13,4 ± 12,7 bpm no GP e 6,8 ± 15,2 bpm no GS, evidenciando maior eficiência cardiovascular no grupo ativo. Conclui-se que a prática regular de atividade aeróbica está diretamente associada à preservação da capacidade cardiorrespiratória, reforçando sua relevância como estratégia de promoção da saúde no envelhecimento.