TCC2026

IMPACTO DA CORRIDA NA CAPACIDADE CARDIORRESPIRATÓRIA DE IDOSOS: COMPARAÇÃO COM SEDENTÁRIOS POR MEIO DO TESTE DE CAMINHADA DE 6 MINUTOS (TC6)

Dados do documento

Autor(es)
Bruno Hideo Mariano Kashimoto; Raquel Correia Rocha
Orientador(es)
Cíntia Campos Costa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
17 de junho de 2026
Nome do curso
Fisioterapia
Nome da Unidade
Afya Porto Velho
Palavras-chave
Idosos. Capacidade cardiorrespiratória. Corrida. Teste de caminhada de 6 minutos. Envelhecimento.

Resumo

O envelhecimento populacional é um fenômeno crescente que impõe desafios à manutenção da saúde funcional e cardiorrespiratória. O presente estudo teve como objetivo comparar a capacidade cardiorrespiratória de idosos praticantes de corrida ou caminhada regular com a de idosos sedentários ou com prática insuficiente de exercício físico, utilizando o Teste de Caminhada de 6 Minutos (TC6). Trata-se de uma pesquisa comparativa, quantitativa e de delineamento quase-experimental (ex-post-facto), com amostra não probabilística por conveniência composta por 18 participantes com 58 anos ou mais, divididos em Grupo Praticante (GP, n=8; ≥3x/semana há mais de 6 meses) e Grupo Sedentário (GS, n=10; frequência inferior a 3x/semana ou ausência de prática regular). Os parâmetros avaliados incluíram distância percorrida (DTC6), distância prevista calculada pelas equações de Enright e Sherrill (1998), delta (diferença entre distância obtida e predita), frequência cardíaca (FC) e saturação periférica de oxigênio (SpO2) antes e após o teste. Os resultados demonstraram que o GP percorreu em média 627,5 ± 120,0 m, superando consistentemente o valor predito (delta médio de +105,5 ± 80,8 m), com 100% dos participantes apresentando delta positivo. O GS percorreu em média 394,0 ± 157,7 m, com delta médio de −95,3 ± 150,2 m e 60% dos participantes abaixo do valor predito. O incremento médio da FC foi de 13,4 ± 12,7 bpm no GP e 6,8 ± 15,2 bpm no GS, evidenciando maior eficiência cardiovascular no grupo ativo. Conclui-se que a prática regular de atividade aeróbica está diretamente associada à preservação da capacidade cardiorrespiratória, reforçando sua relevância como estratégia de promoção da saúde no envelhecimento.