TCC2025

IMPACTO DA PRÉ-ECLÂMPSIA E ALTERAÇÕES EPIGENÉTICAS NO DESENVOLVIMENTO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Giovanna Renata Macêdo Braga; Ivan Gabriel Santos Aragão; Jamily de Lima Pontes
Orientador(es)
Diego Felliphe Pessoa Reis
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
26 de junho de 2026
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
Pré-eclâmpsia. Transtorno do Espectro Autista. Epigenética.

Resumo

Objetivo: Expor, por meio de uma revisão integrativa, como a exposição intrauterina à pré-eclâmpsia (PE) favorece o surgimento de alterações epigenéticas que influenciam o risco de desenvolvimento do transtorno do espectro autista (TEA). Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa, utilizando as bases PubMed/MEDLINE, SciELO e ScienceDirect. A busca focou em descritores da PE, insuficiência placentária e TEA, abordando mecanismos moleculares e inflamatórios no eixo placenta-cérebro. De 115 artigos iniciais, 6 foram incluídos. Resultados: Os estudos mostraram associação entre PE, principalmente de início precoce, e maior risco de TEA. A disfunção placentária decorrente da PE desencadeia processos inflamatórios que modificam o epigenoma fetal (metilação do DNA, desregulação de microRNAs - miR-210/miR-155). Essas alterações atingem genes cruciais (MECP2, SHANK3, NRXN1, OXTR). Análises de mediação reforçaram o papel da prematuridade e restrição intrauterina como fatores intermediários, sublinhando a disfunção placentária como eixo central do risco. Considerações finais: A PE configura um modelo de programação fetal adversa, induzindo modificações epigenéticas que aumentam o risco de TEA e reforçam a placenta como mediadora essencial. O reconhecimento do papel central da placenta destaca a importância de biomarcadores epigenéticos e estratégias de vigilância pré-natal para identificação precoce de risco.